Programa de Restauração Insular da GECI — Erradicação de Mamíferos Invasores (México)
México
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Um programa financiado pelo LIFE da UE (2014-2020, EUR 3,1M), conduzido pelo parque nacional da Reunião e parceiros, capturou gatos e ratos selvagens em milhares de hectares para proteger os petréis endémicos de Barau e Mascarenhas; o sucesso reprodutivo do petrel-de-mascarenhas subiu de 0% para ~78-80%.
O LIFE+ Pétrels (referência da UE LIFE13 BIO/FR/000075) decorreu de julho de 2014 a julho de 2020, com um orçamento total elegível de 3.100.500 euros (50% cofinanciado pela UE), coordenado pelo Parc national de La Réunion com a SEOR (Société d'Etudes Ornithologiques de La Réunion), a Université de La Réunion, o Office français de la biodiversité (OFB) e mais de 30 parceiros locais e nacionais. O objetivo era travar o declínio dos petréis endémicos de Barau e mascarenhos na ilha da Reunião através do controlo de predadores e da redução da poluição luminosa.
O programa combinou a captura de gatos selvagens (98 gatos capturados em mais de 6.500 hectares só em 2016; um levantamento do parque cita 440 gatos capturados através de armadilhas-gaiola e mais 8 por dispositivos letais entre 2015 e 2020) com o controlo de ratazanas em locais de nidificação do petrel-de-Barau (cerca de 5 hectares tratados em passagens repetidas em 2016), e uma campanha de redução da poluição luminosa 'Nuits sans Lumière' que reduziu em 15% a luz que desorienta as crias e teve como alvo a renovação de mais de 26.000 pontos de luz, além do esquema de resgate de crias 'SOS Petrels'.
Para o petrel-mascarenho, uma das aves marinhas mais raras do mundo, o projeto descobriu os seus primeiros ninhos conhecidos (2-4 colónias, 18 locais ativos), com o sucesso reprodutivo a subir de 0% para cerca de 78-80% entre 2016 e 2020, à medida que a pressão dos predadores diminuiu. O acompanhamento do petrel-de-Barau abrangeu mais de 320 tocas em duas colónias, com 366 adultos e 796 crias anilhados e 97 aves equipadas com dispositivos de localização. A predação não foi eliminada: os gatos selvagens continuam a ser descritos pelo parque nacional como uma ameaça 'difícil de conter', com o controlo letal a continuar como último recurso, a par da esterilização. Não foi encontrada nenhuma publicação com revisão por pares sobre os resultados do projeto.
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