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Técnica de Transferência da Camada de Musgo — Norma Canadiana de Restauração de Turfeiras

Canadá · Québec City · Ver o perfil de Canadá

Desde 1992, o Grupo de Investigação em Ecologia de Turfeiras da Universidade Laval e a Associação Canadiana do Musgo de Esfagno desenvolveram e tornaram obrigatória a Técnica de Transferência da Camada de Musgo para turfeiras pós-extração, hoje adotada na América do Sul, Japão, Austrália e Europa; mais de uma década de monitorização científica revisada por pares mostra o retorno à função de sumidouro líquido de carbono.

~10 years
Tempo para recuperar a função de sumidouro líquido de CO2
up to 20 years
Tempo modelado até à função plena de formação de turfa (acrótelo)
1:10
Proporção de musgo dador-recetor
11 ha
Área do local de demonstração de Bois-des-Bel (restored from 1999)

Detalhes

Maturidade
Established
Promotor
Peatland Ecology Research Group (Université Laval) / Canadian Sphagnum Peat Moss Association
Período
1992-present
Palavras-chave
peat extraction restoration, Moss Layer Transfer Technique, Sphagnum reintroduction, carbon sink recovery

Contexto

Desde 1992, o Grupo de Investigação em Ecologia de Turfeiras (GRET/PERG) da Université Laval e a Canadian Sphagnum Peat Moss Association têm desenvolvido a Técnica de Transferência de Camada de Musgo (Moss Layer Transfer Technique, MLTT), um protocolo de oito etapas que bloqueia valas de drenagem para reidratar turfeiras exploradas e reintroduz uma camada de musgo dadora (numa proporção aproximada de 1:10) para restabelecer a cobertura de Sphagnum; é atualmente a norma regulamentar obrigatória de restauração de turfeiras no Canadá e foi transferida para a América do Sul, o Japão, a Austrália e a Europa.

Resultados

Estudos de covariância de vórtices turbulentos (eddy-covariance), sujeitos a revisão por pares, no local de demonstração de Bois-des-Bel, com 11 ha (restaurado a partir de 1999), constataram que a turfeira recuperou a função de sumidouro líquido de CO2 durante a estação de crescimento no espaço de cerca de uma década após a restauração, embora a função plena de formação de turfa (acrótelo) e a acumulação de carbono a longo prazo demorem mais tempo — a modelação sugere até 20 anos — e os primeiros anos após a restauração tenham registado uma exportação elevada de carbono resultante da decomposição da cobertura vegetal (mulch).

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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