Seagrass Ocean Rescue — Restauração de Ervas Marinhas Financiada por Empresas no País de Gales (Reino Unido)
Reino Unido
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Desde a década de 1980, mais de 60% (~12.500 ha) das zosteráceas desapareceram da costa oeste da Suécia. O grupo Zorro da Universidade de Gotemburgo, apoiado por uma subvenção de 14 milhões de coroas suecas da Formas e pela agência marítima nacional, produziu o manual sueco de restauração e realizou replantios-piloto em Kälnäs (~5 ha) e Malmö (8 ha).
A eutrofização e a sobrepesca — incluindo a perda do bacalhau que antes controlava os caranguejos que se alimentam de algas — provocaram o colapso dos prados de Zostera marina (erva-marinha) ao longo da costa sueca do Skagerrak. Os investigadores estimam que mais de 60%, cerca de 12.500 hectares, da erva-marinha da costa oeste desapareceu desde a década de 1980, levando consigo o habitat de viveiro para peixes e um armazenamento significativo de carbono e nutrientes.
O grupo de investigação interdisciplinar Zorro da Universidade de Gotemburgo, financiado em parte por um subsídio de 14 milhões de coroas suecas (SEK) do conselho de investigação sueco Formas e a trabalhar junto com a Agência Sueca para a Gestão Marinha e Hídrica, desenvolveu e publicou um manual nacional de restauração (2016, atualizado em 2021) que padroniza métodos de replantio a partir de sementes. A equipa realizou ensaios de restauração, incluindo um projeto-piloto de cerca de 5 hectares em Kälnäs, no Hakefjorden, Bohuslän, e uma restauração de 8 hectares num antigo leito marinho de porto industrial em Malmö, onde os sedimentos tóxicos do fundo foram selados e a profundidade da água ajustada para permitir o restabelecimento da erva-marinha.
Um registo sedimentar de 2.000 anos, publicado na Global Biogeochemical Cycles (Dahl et al., 2024), documentou ganhos históricos substanciais no enterro de carbono e nutrientes após a colonização por erva-marinha, sustentando o argumento ecológico para a restauração; a análise de custos da equipa situou a restauração em 1,2-2,5 milhões de SEK por hectare utilizando os métodos recomendados, um valor agora usado a nível nacional para planear orçamentos realistas de programas.
A restauração continua a ser dispendiosa e lenta em relação à escala da perda histórica: aos custos atuais por hectare, restaurar mesmo uma pequena fração dos ~12.500 hectares perdidos exigiria um investimento público sustentado e em grande escala, e o maior local concluído (os 8 ha de Malmö) permanece muito aquém da escala necessária para reverter o declínio regional.
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