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Nazer — a Aplicação e a Rede de Drones com IA do Irão para Fazer Cumprir a Lei do Hijab

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O Irão criou a aplicação Nazer para que o público denuncie 'violações' do hijab por matrícula de veículo, associando-a a câmaras rodoviárias, drones e reconhecimento facial universitário; em março de 2025 uma Missão de Averiguação da ONU classificou a aplicação da lei resultante como uma grave violação de direitos humanos.

Nazer — a Aplicação e a Rede de Drones com IA do Irão para Fazer Cumprir a Lei do Hijab

Detalhes

Maturidade
Consolidada
Promotor
Islamic Republic of Iran Law Enforcement Command (FARAJA) / Ministry of Interior
Período
2023–2025
Palavras-chave
surveillance, morality policing, mobile app, drones, facial recognition

Contexto

Desde 2023, as autoridades iranianas utilizam a aplicação móvel 'Nazer' para permitir que cidadãos autorizados e a polícia denunciem mulheres e raparigas vistas sem véu islâmico enquanto circulam em veículos. Os utilizadores submetem a matrícula do veículo, a localização e a hora; o sistema cruza a matrícula com uma base de dados oficial e envia automaticamente uma mensagem de aviso ao proprietário registado.

Atividades

Em setembro de 2024, o âmbito da aplicação foi alargado para cobrir a monitorização no interior de ambulâncias, transportes públicos e táxis. O Irão associou a aplicação a uma camada crescente de vigilância física: câmaras rodoviárias para detetar mulheres sem véu, drones aéreos que monitorizam o cumprimento das regras do véu em espaços públicos desde abril de 2024, e software de reconhecimento facial instalado nos portões da Universidade Amirkabir, em Teerão.

Conclusões

Um relatório de março de 2025 da Missão Internacional Independente de Averiguação de Factos da ONU sobre o Irão documentou detalhadamente a aplicação, a rede de drones e de câmaras, e concluiu que as ações de aplicação da lei do véu no Irão fazem parte de um padrão de violações graves dos direitos humanos, algumas das quais equivalentes a crimes contra a humanidade. Não existe divulgação técnica pública sobre o tratamento, a retenção ou a exatidão dos dados do sistema, e não foi documentado qualquer mecanismo independente de recurso ou de supervisão.

Implementação

Custo indicativo
Elevado (500 mil €–5 M€)
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — App in use since 2023; scope expanded to ambulances, public transport and taxis in September 2024; drone monitoring since April 2024; UN report March 2025
Equipa e competências
Islamic Republic of Iran Law Enforcement Command (FARAJA) / Ministry of Interior (system operator)

Condições de sucesso

  • Integration with the official vehicle-registration database allowed automatic cross-referencing and warning messages
  • A layered technology stack (app, roadway cameras, drones, university facial recognition) let enforcement scale across multiple physical settings

Modos de falha comuns

  • No public technical disclosure of data handling, retention or accuracy
  • No independent appeals or oversight mechanism has been documented
  • UN Fact-Finding Mission (March 2025) concluded the resulting enforcement forms part of a pattern of gross human rights violations, some amounting to crimes against humanity

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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