Projeto Comunitário de Carbono Agroflorestal Fes Enying (Camarões)
Camarões
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Projeto fundador do Plan Vivo que pagou a ~1.000 pequenos agricultores moçambicanos, junto ao Parque Nacional da Gorongosa, 242,60 USD/ha em sete anos por carbono agroflorestal, mas o colapso financeiro da Envirotrade levou à descertificação em 2015 — um alerta muito citado.
Iniciado como projeto-piloto em 2002 e expandido a partir de agosto de 2003, o Projeto Comunitário de Carbono de N'hambita operou na zona-tampão do Parque Nacional da Gorongosa, na província de Sofala, Moçambique. Foi desenvolvido pela empresa privada Envirotrade, com apoio técnico do Edinburgh Centre for Carbon Management da Universidade de Edimburgo, com cofinanciamento da UE entre 2003 e 2008, tornando-se um dos projetos fundadores do Plan Vivo e sendo posteriormente validado também segundo o Standard CCBA.
Os pequenos agricultores assinavam contratos agroflorestais de sete anos, plantando árvores nativas e frutíferas em quintais e nas margens de floresta de miombo, recebendo 242,60 USD por hectare ao longo do contrato pelo sequestro de carbono verificado. Em meados de 2004, o projeto contava com 49 agricultores e 63 ha; no seu auge envolveu cerca de 1.000 agricultores, face ao objetivo declarado de recuperar 10.000 ha em toda a zona-tampão.
A Envirotrade enfrentou dificuldades financeiras e o Plan Vivo descertificou o projeto em 13 de outubro de 2015; a empresa abandonou por completo a região até 2018, deixando às aldeias saldos por pagar nos contratos agroflorestais. Investigação revista por pares (Environment and Development Economics, Cambridge University Press) documentou padrões de participação das famílias e compromissos entre rendimento do carbono e outros meios de subsistência, enquanto um retrospetivo do World Rainforest Movement de 2018 registou desilusão duradoura na comunidade. N'hambita continua a ser um dos fracassos mais documentados dos mercados de carbono comunitário e é amplamente citado como um alerta sobre risco de financiamento e os perigos de depender de um único intermediário privado para pagamentos de longo prazo a pequenos agricultores.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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