Projeto fundador do Plan Vivo que pagou a ~1.000 pequenos agricultores moçambicanos, junto ao Parque Nacional da Gorongosa, 242,60 USD/ha em sete anos por carbono agroflorestal, mas o colapso financeiro da Envirotrade levou à descertificação em 2015 — um alerta muito citado.
242.60 USD/ha
Taxa de pagamento pelo sequestro de carbono verificado (over 7-year contract)
49 farmers
Agricultores participantes no início do projeto (mid-2004)
63 ha
Área de terra coberta no início do projeto (mid-2004)
~1,000 farmers
Participação máxima de agricultores
10,000 ha
Área-alvo de reabilitação
7 years
Duração do contrato agroflorestal
2015-10-13 date
Data de descertificação do projeto
Detalhes
Maturidade
Descontinuada
Promotor
Envirotrade
Período
2003-2015 (decertified)
Palavras-chave
community carbon, agroforestry, Plan Vivo, REDD+, lessons learned, decertification
Contexto
Lançado como projeto-piloto em 2002 e ampliado a partir de agosto de 2003 na zona-tampão do Parque Nacional da Gorongosa, província de Sofala, Moçambique, o Projeto de Carbono Comunitário de N'hambita foi desenvolvido pela empresa privada Envirotrade com apoio técnico da Universidade de Edimburgo e cofinanciamento da UE entre 2003 e 2008. Tornou-se um dos projetos fundadores do Plan Vivo e foi posteriormente validado segundo a norma CCBA.
Objetivos
Pequenos agricultores assinaram contratos agroflorestais de sete anos para plantar árvores nativas e frutíferas, recebendo pagamento pelo sequestro de carbono verificado, com uma meta de reabilitação de 10.000 hectares em toda a zona-tampão.
Atividades
Em meados de 2004, 49 agricultores cobriam 63 hectares; a participação cresceu até um pico de cerca de 1.000 agricultores, cada um recebendo 242,60 dólares americanos por hectare ao longo do contrato de sete anos pelo sequestro de carbono verificado.
Resultados
Investigação revista por pares publicada na Environment and Development Economics (Cambridge University Press) documentou a participação das famílias e os compromissos entre rendimento e participação entre os agricultores do projeto. No entanto, a empresa promotora Envirotrade enfrentou dificuldades financeiras, e o Plan Vivo descertificou o projeto em 13 de outubro de 2015; a empresa retirou-se completamente da região até 2018, deixando os aldeões com saldos por pagar nos seus contratos agroflorestais.
Conclusões
Uma retrospetiva do World Rainforest Movement de 2018 registou 'desilusão duradoura da comunidade'. O projeto está documentado como um caso cautelar amplamente estudado, que ilustra o risco de depender de um único promotor privado para compromissos de financiamento de carbono a longo prazo com pequenos agricultores.
Implementação
Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €) — The per-farmer payment ($242.60/ha over 7 years) was modest at smallholder scale, but the project required sustained EU co-funding (2003-2008) and university technical support across up to 1,000 farmers over more than a decade; rated medium cost.
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — Individual contracts ran 7 years; the project itself operated from the 2002/2003 pilot through the 2015 decertification and full developer exit by 2018 -- over a decade -- rated long timeline.
Equipa e competências
Project developer Envirotrade (private company), University of Edinburgh technical/scientific support, Local smallholder farmers under individual agroforestry contracts, Plan Vivo Foundation as certifying body
Condições de sucesso
Technical support from a university partner on carbon methodology
EU co-funding for initial establishment (2003-2008)
Individual long-term (7-year) contracts with a clear payment-per-hectare rate to align farmer incentives
Modos de falha comuns
Sole reliance on a single private developer (Envirotrade) for financing and credit sales created systemic risk
The developer's financial collapse led to decertification (October 2015) and the company's full exit by 2018
Farmers were left with unpaid contract balances -- a documented governance and financial failure
Community disillusionment documented in a 2018 retrospective
Onde se enquadra
Tipo de governação
private-developer-led with university/NGO certification (Plan Vivo/CCBA)
Escala
community/smallholder, up to roughly 1,000 households
Nível de rendimento
low-income
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Fontes de dados
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