Stop násilí — o programa de terapia multi-modalidade da Diakonie ČCE para pessoas que usam violência
República Tcheca
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O programa PIPV da NICRO é um programa de grupo de 20 semanas, referenciado pelos tribunais, para homens sul-africanos que exerceram violência no parceiro íntimo, combinando trabalho cognitivo-comportamental sobre poder e controlo com grupos de apoio paralelos para as suas parceiras; um pequeno estudo de 2017 constatou que os participantes relataram ter deixado de exercer violência física.
A NICRO (National Institute for Crime Prevention and the Reintegration of Offenders), uma ONG sul-africana com raízes que remontam a 1910, gere um programa para Autores de Violência entre Parceiros Íntimos (PIPV) destinado a homens adultos, na maioria encaminhados pelos tribunais após uma acusação de violência doméstica ou uma ordem de proteção. A implementação é coordenada através de Gestores de Área provinciais, o que indica que o modelo é usado para além de um único local, embora o número exato de locais ativos não seja divulgado.
O programa decorre ao longo de 20 semanas, em sessões semanais de grupo de 90 a 120 minutos com 10 a 15 homens, combinando métodos psicoeducativos e cognitivo-comportamentais explicitamente descritos, na própria caracterização da NICRO, como "orientados pelo feminismo" — visando atitudes relativas ao poder e ao controlo, a par da gestão da raiva e de competências de comunicação. Em paralelo, a NICRO gere um grupo de apoio estruturado, com um mínimo de oito sessões, destinado aos parceiros ou vítimas dos participantes.
Um estudo de 2017 publicado na revista Gender and Behaviour (Maphosa & Rasool, Universidade de Joanesburgo) examinou o programa através de entrevistas a oito homens que o tinham concluído; todos os oito relataram ter cessado a violência física contra as suas parceiras após o programa, e os autores argumentaram que associar programas para autores de violência ao respaldo legal da Lei da Violência Doméstica 116 de 1998 da África do Sul foi determinante para o cumprimento e a eficácia.
A base de evidência é real, mas ténue: a avaliação publicada é um pequeno estudo qualitativo de autorrelato (n=8), e não um ensaio controlado de resultados, pelo que as suas conclusões devem ser lidas como um sinal promissor e não como prova de eficácia à escala.
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