Iniciativa de Mangais de Abu Dhabi — Programa de Restauro e Monitorização de Carbono Azul
Emirados Árabes Unidos
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A Autoridade do Ambiente de Omã restaurou manguezais de um pequeno remanescente para cerca de 1.000 hectares em todo o país desde 2001, plantando mais de 3,5 milhões de sementes só nos últimos dois anos, e assinou um contrato para plantar 100 milhões de árvores de mangue em 20.000 ha, com uma projeção de redução de 14 milhões de toneladas de CO2 e cerca de 150 milhões de dólares em créditos de carbono azul.
A Autoridade do Ambiente de Omã (EA) gere um programa de restauração de manguezais (Avicennia marina) ao longo do litoral do Sultanato desde 2001, visando planícies intertidais degradadas e locais históricos de manguezal como Al Qurm, em Mascate, como parte da estratégia climática e de proteção costeira do país.
A cobertura nacional de manguezal, reduzida por desenvolvimento urbano e pastoreio a um pequeno remanescente, foi restaurada para cerca de 1.000 hectares ao longo do litoral de Omã. Nos últimos dois anos, a EA plantou mais de 3,5 milhões de sementes de mangue diretamente em locais visados, incluindo um recorde de 2 milhões numa única época. Em 2023, a EA assinou um contrato com a empresa omanense MSA Green Projects para plantar 100 milhões de árvores de mangue ao longo de quatro anos, convertendo uma área estimada de 20.000 hectares de terreno costeiro em habitat de manguezal.
A EA estima que a floresta protegida de Al Qurm, em Omã (cerca de 80 hectares), sequestre até 80 toneladas de CO2 por hectare em biomassa acima do solo. A UNEP e responsáveis omanenses projetam que o programa de restauração mais amplo possa evitar ou sequestrar cerca de 14 milhões de toneladas de CO2 e gerar aproximadamente 150 milhões de dólares em valor de créditos de carbono azul, uma vez certificados.
Os valores de carbono e de créditos são estimativas do programa e da imprensa, e não de um padrão de carbono atualmente registado e verificado por terceiros, como o Verra; até à data das fontes revistas, o carbono dos manguezais de Omã ainda não tinha sido emitido como créditos certificados, pelo que os valores devem ser lidos como potencial credível, e não como receita de carbono já realizada.
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