Proteção Marinha Comunitária Reimaanlok — Santuário dos Atóis de Bikar e Bokak (Ilhas Marshall)
Ilhas Marshall
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Desde 2011, pescadores e a GoldenEye Foundation cogerem um santuário marinho de captura zero em Oracabessa Bay, Jamaica. O monitoramento da NEPA mostra que a biomassa de peixes herbívoros subiu de 1.192 g/100m² (2013) para 6.792 g/100m² (2020), junto com jardinagem de corais e proteção de tartarugas marinhas.
Os recifes da costa norte da Jamaica sofreram décadas de sobrepesca e degradação de corais até que, em 2011, um pequeno grupo de pescadores de Oracabessa se associou à GoldenEye Foundation para declarar um santuário de captura zero, hoje cogerido 50/50 por pescadores e pelo conselho da Oracabessa Bay Marine Trust; a vertente de restauração de recifes do projeto começou em 2013 para combater o branqueamento e a degradação dos corais.
O monitoramento da Agência Nacional de Ambiente e Planeamento (NEPA) da Jamaica mostra que a biomassa de peixes herbívoros subiu de 1.192 g/100m² em 2013 para 6.792 g/100m² em 2020 — um aumento de cerca de 470% — com pescadores a relatar capturas muito maiores logo fora dos limites do santuário e avistamentos mais frequentes de tarpões e robalos. O programa de jardinagem de corais do Trust já cultivou cerca de 2.500 fragmentos de coral em viveiros submarinos, com cerca de 500 transplantados para estruturas de recuperação de recife, enquanto um programa associado de proteção de ninhos já libertou mais de 220.000 filhotes de tartaruga marinha desde o início (cerca de 15.000 a 20.000 por ano).
O Ministério da Agricultura e Pescas da Jamaica reconhece Oracabessa como um dos 18 santuários de peixes declarados no país e destaca-o como o maior programa de restauração de corais do país; um subsídio de 17.000 dólares do Departamento de Estado dos EUA (2019) e financiamento do GEF/PNUD apoiaram a replicação do modelo de cogestão por pescadores em mais quatro locais na costa norte (Lucea, Grange Pen, Montego Bay, Salt Marsh e Whitehouse). A Universidade de Tufts colaborou no monitoramento do recife, incluindo a análise de uma mortandade local de ouriços-do-mar.
Reportagens independentes (Mongabay) alertam que a recuperação não está isenta de riscos: poluição, microplásticos, branqueamento de corais e crescimento excessivo de algas continuam a ser pressões regionais, e existe uma tensão contínua entre o modelo do santuário e a pesca tradicional do peixe-papagaio, valorizado pelos pescadores como alimento, apesar de o pastoreio destes peixes ser importante para a saúde do recife; os mergulhadores também enfrentam desgaste físico devido aos mergulhos repetidos para o plantio de corais.
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