Restauração do Rio Skjern — A Maior Remeandragem Fluvial e Reumidificação de Planície Aluvial da Dinamarca
Dinamarca
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Após os sismos de Canterbury de 2010-11, a Coroa comprou cerca de 8.000 propriedades afetadas por liquefação junto ao rio Ōtākaro/Avon e está a transformar a zona vermelha de 600 hectares num corredor verde de 11 km, com novas zonas húmidas a tratar águas pluviais de cerca de 25.000 propriedades.
Os sismos de Canterbury de 2010 e 2011 causaram liquefação grave e repetida ao longo do rio Ōtākaro/Avon, no leste de Christchurch, onde viviam mais de 5.000 famílias. Considerado inseguro para reconstrução, o terreno foi comprado voluntariamente pela Coroa — parte de um programa mais amplo de compra da zona vermelha de Christchurch, que removeu ou demoliu mais de 8.000 propriedades em toda a cidade, com um custo inicial estimado de cerca de 600 milhões de NZD.
A governação seguiu uma sequência documentada: a Canterbury Earthquake Recovery Authority (CERA, criada em abril de 2011) geriu a compra inicial e foi extinta a partir de finais de 2015; a Toitū Te Whenua (Land Information New Zealand) passou então a gerir os terrenos da zona vermelha pertencentes à Coroa; e, após um Acordo Global de setembro de 2019, a propriedade foi progressivamente transferida para o Conselho Municipal de Christchurch, concluindo-se em junho de 2023 para o Corredor Fluvial Ōtākaro Avon, com cerca de 600 hectares e cerca de 5.500 títulos de propriedade.
O Plano de Regeneração adotado reimagina o corredor como uma 'espinha verde' de 11 km — com até 150 metros de largura de cada lado do rio — desde o centro da cidade até ao mar, com uma função primária declarada de restauração ecológica e adaptação a cheias e outros riscos. Inclui uma zona húmida projetada de 31 hectares que trata águas pluviais de cerca de 10.000 propriedades, e mais 49 hectares de zonas húmidas noutras partes do corredor a tratar águas pluviais de outras 15.000 propriedades (cerca de 25.000 propriedades no total). O plano seguiu-se a uma consulta pública que recolheu mais de 5.000 ideias da comunidade, na qual um inquérito Nielsen constatou que 83% dos inquiridos priorizavam a qualidade das águas subterrâneas e 72% a qualidade da água de rios, ribeiros, lagos e zonas húmidas; eventos de replantação com voluntários (por exemplo, 400 voluntários num evento 'Big Give' de 2025) continuam a construção do corredor.
Trata-se de um programa de grande escala e ainda em curso: não foram encontrados valores independentes sobre o carbono total sequestrado, espécies recuperadas ou custo final do projeto nas fontes analisadas, e a construção ecológica completa levará ainda anos após a transferência de governação de 2023 — pelo que os seus resultados ecológicos devem ser lidos como planeados e parcialmente implementados, e não totalmente concretizados e medidos.
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