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PAVD — Programa Nacional Português para Agressores de Violência Doméstica

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A DGRSP portuguesa gere um programa obrigatório de 18 meses, em três fases, para agressores de violência doméstica. Mais de 10.600 homens participaram desde 2011, com um recorde de 3.954 em 2025; uma avaliação independente encontrou redução do risco de violência.

PAVD — Programa Nacional Português para Agressores de Violência Doméstica

Detalhes

Promotor
Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP)
Período
2011-present
Palavras-chave
justice, probation, domestic violence, offender rehabilitation

Descrição

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) de Portugal gere, a nível nacional, o Programa para Agressores de Violência Doméstica (PAVD) desde 2011, encaminhando homens condenados ou sob processo por violência doméstica para um programa estruturado de responsabilização e mudança de comportamento, como condição da pena, da liberdade condicional, da suspensão provisória do processo ou da liberdade condicional. Um programa paralelo, o CONTIGO, serve os Açores, e uma variante em meio prisional, o VIDA, foi criada em 2018, tendo-se expandido a dez estabelecimentos prisionais entre 2020 e 2021.
O programa tem uma duração mínima de 18 meses, distribuída por três fases obrigatórias: uma fase de estabilização de seis meses, com gestão individual de caso e técnicas de entrevista motivacional; uma fase psicoeducativa de 20 sessões de grupo sobre violência conjugal, crenças legitimadoras e abuso de álcool; e uma fase de prevenção da recaída, com acompanhamento individual.
A participação tem crescido de forma consistente, atingindo sucessivos recordes: de um total acumulado de 10.696 homens desde 2011, a inscrição atingiu 2.494 no quarto trimestre de 2023, depois 3.200 em 2024 (um aumento homólogo de 7,7%), e 3.954 ao longo de 2025 — o valor mais elevado até à data. Só no primeiro trimestre de 2026, inscreveram-se 3.168 homens, face a 2.909 no mesmo período de 2025.
Uma avaliação externa encomendada à CESPU (Instituto de Ciências da Saúde do Norte) constatou que o programa alcançou uma diminuição do risco de violência, uma diminuição das crenças que legitimam a violência, uma diminuição de comportamentos aditivos — em especial o abuso de álcool — e um aumento da autorresponsabilização dos agressores pelo seu comportamento criminal, o que a CESPU associou a um aumento da prevenção da reincidência.
A evidência tem limites reais: os resultados da CESPU são apresentados de forma qualitativa, sem uma taxa de reincidência quantitativa publicada nem um grupo de controlo, e o próprio Ministério da Justiça português anunciou separadamente um estudo dedicado à reincidência, com base em processos arquivados, precisamente porque esta lacuna permanece em aberto. A própria DGRSP reconheceu que, apesar do recorde de inscrições, "o número de reclusos que os frequenta é ainda baixo" face ao total de condenações por violência doméstica, e está a usar um financiamento de 3 milhões de euros dos EEA Grants (Noruega, Islândia e Listenstaine) para criar uma nova academia nacional de formação, de forma a reforçar a capacitação dos técnicos e a monitorização.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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