Quartiersmanagement — o Programa de Gestão de Bairro Liderado pelos Residentes de Berlim
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Desde 2006, o ministério da habitação do Chile financia a renovação de bairros desfavorecidos com os residentes; 520 bairros abrangidos até 2017, mas a avaliação é qualitativa e os residentes apontam uma saída abrupta e fraca ligação à saúde e à educação.
O Quiero Mi Barrio (QMB, mais tarde Programa de Recuperación de Barrios) foi lançado em 2006 pelo Ministério da Habitação e Urbanismo do Chile para melhorar a qualidade de vida em bairros segregados e degradados. Cada bairro percorre etapas: um acordo de cooperação com o município, um diagnóstico participativo com um Conselho de Desenvolvimento do Bairro composto por residentes e um contrato de bairro, a execução de obras físicas e planos de gestão social, e uma avaliação final conjunta.
Escala: um artigo científico de 2023 indica que, até 2017, o programa interveio em 520 bairros de 15 regiões, realizou 3 691 obras e beneficiou 1 132 714 residentes.
Evidência: um estudo qualitativo (18 grupos focais e 27 entrevistas, trabalho de campo em 2018–2019, oito bairros intervencionados em 2012–2015) concluiu que os residentes valorizaram a nova iluminação, os centros comunitários e os espaços pedonais, e referiram mais desporto e jogo, maior sensação de segurança e redes sociais revitalizadas. Um caso da Participedia sobre Santa Adriana (Santiago) regista subidas das avaliações dos residentes numa escala de 1–7, por exemplo limpeza de 4,1 para 4,9 e convivência de 4,3 para 5,1, com a participação a subir apenas de 4,0 para 4,3.
Cautelas: não foi encontrada uma avaliação nacional de impacto quantitativa. Os residentes referiram obras vandalizadas, fraca coordenação com as agências de saúde, educação e apoio, o fim abrupto do programa, e o tráfico de droga, o envelhecimento e conflitos entre líderes locais como limites aos efeitos. O próprio estudo qualitativo foi dominado por informantes-chave e não pôde realizar alguns grupos por razões de segurança.
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