Barragem de Kok-Aral — Restauro do Mar de Aral Setentrional Financiado pelo Banco Mundial (Cazaquistão)
Cazaquistão
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Um programa climático de mil milhões de dólares, apoiado pelo Banco Mundial e pelo AIIB, está a restaurar 30 galerias subterrâneas khettara e 150 km de canais seguia nos oásis de Marrocos, respondendo a um colapso documentado de cerca de 80 para apenas 19 khettaras ativas só no oásis de Tafilalet.
As khettara são antigas galerias subterrâneas alimentadas por gravidade — uma forma de qanat — que captam aquíferos superficiais e canalizam a água ao longo de quilómetros até aos campos agrícolas dos oásis sem necessidade de bombagem. Na bacia de Tafilalet, em torno de Errachidia, algumas redes remontam ao final do século XIV e totalizavam outrora cerca de 300 km de túneis. Décadas de sobre-exploração de águas subterrâneas e de bombagem motorizada moderna provocaram uma dessecacão progressiva: estudos hidrogeológicos académicos registam quedas regionais do nível freático de 20 a 65 metros em 30 anos, e o oásis de Tafilalet conta agora com apenas cerca de 19 khettaras ativas, face a um número histórico de cerca de 80, servindo apenas 12 qsour (aldeias fortificadas).
O governo de Marrocos, com o Banco Mundial e o Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas, está agora a financiar a restauração de khettara e seguia através da Operação Climática de Marrocos (financiamento Programa-por-Resultados, projeto do Banco Mundial P178763, aprovado em junho de 2023). O programa define resultados vinculados ao desembolso, visando a restauração de 30 khettaras e 150 km de canais de irrigação de superfície seguia em ecossistemas oásicos vulneráveis, com o objetivo de assegurar cerca de 6.000 hectares de terra irrigada para cerca de 3.000 agricultores beneficiados. O financiamento totaliza cerca de mil milhões de dólares (Banco Mundial 350 milhões, AIIB 200 milhões, Governo de Marrocos 450 milhões), implementado através da Direction de l'Irrigation et de l'Aménagement de l'Espace Agricole com Associações de Utilizadores de Água locais, com encerramento previsto para dezembro de 2029.
Trata-se de um programa ativo, ainda em curso: as suas metas de restauração são gatilhos de financiamento ligados a resultados verificados, não resultados já confirmados. Uma reabilitação governamental anterior e de menor escala das khettara em Tafilalet (2008-2011), centrada sobretudo no turismo cultural, alcançou apenas uma recuperação parcial e dependente da chuva — um lembrete de que a restauração das khettara nesta bacia tem um historial misto e depende de uma gestão mais ampla das águas subterrâneas, não apenas da reparação de infraestruturas.
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