Proteger o Território Contra Espécies Invasoras — Controlo Liderado por Guardas Indígenas (Norte da Austrália)
Austrália
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O Parque Marinho de Roatán licencia mergulhadores (taxa de 70 USD) para capturar com arpão o invasivo peixe-leão indo-pacífico nas Ilhas da Baía, nas Honduras; um estudo revisto por pares de 2017 encontrou 95% menos biomassa de peixe-leão e 30% mais densidade de peixes-presa nativos em recifes com remoção regular face a locais sem remoção.
O peixe-leão (Pterois volitans/miles), nativo do Indo-Pacífico, invadiu as Caraíbas na década de 2000 e chegou às águas hondurenhas por volta de 2009. Como predadores generalistas vorazes sem predadores naturais nas Caraíbas, consomem peixes de recife nativos juvenis e invertebrados a taxas que podem suprimir as populações de peixes locais e ameaçar a resiliência dos recifes.
Controlar a população invasora de peixe-leão nos recifes de Roatán e Utila e criar um incentivo comercial sustentável para a remoção contínua, ao mesmo tempo que se financia a patrulha e o trabalho de conservação mais amplo do parque.
O Roatán Marine Park (RMP), com a Bay Islands Conservation Association, gere um programa comunitário de pesca submarina licenciada: por 70 dólares, mergulhadores e turistas recebem uma licença, uma lança e uma hora de formação. Um esforço paralelo de desenvolvimento de mercado forma pescadores locais para capturar, limpar e vender peixe-leão, hoje servido em cerca de 40 restaurantes em Roatán e Utila e vendido a mercearias no continente.
Um estudo de 2017 revisto por pares na PeerJ (Anderson et al.) comparando recifes sujeitos a remoção regular (2-3 mergulhos de captura por mês, esforço de captura médio de 2,76 ± 1,72 peixes-leão por pescador por hora) com recifes de controlo sem remoção, encontrou uma biomassa de peixe-leão 95% inferior e densidades 30% superiores de peixes-presa nativos nos recifes de remoção, embora sem diferença significativa na riqueza ou diversidade global de espécies de peixes nativos entre os dois.
Como o peixe-leão se reproduz prolificamente e os recifes mesofóticos mais profundos, fora do alcance do mergulho recreativo, permanecem em grande parte por gerir como refúgios, o programa funciona como controlo populacional contínuo e não como erradicação, exigindo esforço sustentado.
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