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Restauração da Turfeira Alpina de Ruoergai (Zoige) (China)

China · Ruoergai · Ver o perfil de China

Com financiamento do PNUA-FMAM e do Programa de Biodiversidade UE-China, a administração da reserva húmida de Ruoergai represou canais de drenagem para re-humidificar parte da maior turfeira alpina do Planalto Tibetano, elevando o lençol freático até 50 cm em cerca de 1.568 dos 65.000 ha degradados desde a década de 1960.

Detalhes

Promotor
Ruoergai National Wetlands Nature Reserve Administration / Hongyuan Forestry Bureau
Período
2008-2015 (documented restoration and monitoring phase)
Palavras-chave
alpine peatland restoration, drainage-canal damming, water conservation, Yellow River headwaters, biodiversity (Black-necked Crane)

Descrição

O Planalto de Ruoergai (Zoige), que se estende pelas províncias de Sichuan e Gansu a cerca de 3.500 m de altitude perto da nascente do Rio Amarelo, contém cerca de 350.000 ha de turfeira - o maior complexo de turfeiras de alta altitude da China, armazenando uma estimativa de 69% do carbono retido nas turfeiras do país. Entre as décadas de 1960 e 1990, foram escavados cerca de 920 km de valas de drenagem para converter turfeiras em pastagens, degradando mais de 65.000 ha e ameaçando o habitat do grou-de-pescoço-preto, espécie ameaçada, bem como a função de regulação hídrica do curso superior do Rio Amarelo.

A Administração da Reserva Natural Húmida Nacional de Ruoergai e o Departamento Florestal de Hongyuan, com financiamento do PNUA-FMAM e do Programa de Conservação da Biodiversidade UE-China, bloquearam canais de drenagem com diques de madeira, betão, turfa e areia, e re-semearam superfícies de turfa expostas. O monitoramento no terreno registou uma subida do nível de água até 26 cm nos canais mais profundos e até 50 cm nos mais rasos - suficiente para causar transbordo e re-humidificação das superfícies de turfa adjacentes.

A restauração documentada até à data cobre aproximadamente 1.568 ha - cerca de 2% dos 65.000 ha degradados pela drenagem histórica - tratando-se assim de uma prova de conceito e não de uma reversão à escala da paisagem. Uma avaliação revista por pares (Ecological Engineering, 2011) descreve a abordagem como tecnicamente eficaz, mas ainda de pequena escala face à extensão da degradação.

Trabalhos académicos subsequentes (Frontiers in Ecology and Evolution, 2022) continuam a documentar uma menor sequestração de carbono nas áreas degradadas, reforçando a necessidade de mais expansão, e estratégias de conservação hídrica multiescala mais recentes (2024) desenvolveram-se a partir da abordagem original de represamento de canais.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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