Produtor de Água do Pipiripau — Pagamento pela Proteção de Recursos Hídricos (PPRH), Distrito Federal
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O Conselho de Recursos Hídricos do Ruanda geriu um programa de trabalho remunerado de 22 mil milhões de francos ruandeses (cerca de 24 milhões de dólares, 2019–2023) para construir terraços na bacia de Sebeya, de 286 km²: a erosão caiu cerca de 90%, os rendimentos de batata quase triplicaram e mais de 15 000 pessoas foram empregadas — embora uma auditoria parlamentar de 2023 tenha identificado trabalhadores não pagos e terraços por usar.
A bacia do rio Sebeya, na Província Ocidental do Ruanda, abrange cerca de 286 km² nos distritos de Rutsiro, Ngororero, Nyabihu e Rubavu. Décadas de desflorestação, más práticas agrícolas e mineração não regulamentada deixaram encostas íngremes em erosão, desencadeando inundações e deslizamentos de terra recorrentes que deslocaram centenas de residentes.
De junho de 2019 a 2023, o Rwanda Water Resources Board (então designado Rwanda Water and Forestry Authority) liderou um programa de restauração de quatro anos, no valor de 22 mil milhões de francos ruandeses (cerca de 24 milhões de dólares), financiado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos, com a IUCN, a SNV Netherlands Development Organisation e ONGs locais (RWARRI, APEFA) como parceiros de execução. Em vez de um esquema de PES baseado no mercado, o Estado geriu um modelo de trabalho por dinheiro: os residentes locais eram pagos para escavar socalcos radicais e progressivos nas encostas, abrir valas, tratar ravinas, proteger as margens dos rios e plantar árvores, transformando diretamente o problema de erosão da bacia em emprego.
No final do projeto, tinham sido construídos mais de 1.500 hectares de socalcos radicais e 836 hectares de socalcos progressivos (cerca de 2.400 hectares, cerca de 30% da bacia), a erosão do solo tinha diminuído quase 90%, e os rendimentos de batata nas encostas tratadas subiram de 8-10 para 20-30 toneladas por hectare. Mais de 15.000 pessoas foram empregadas, proporcionando um rendimento crucial durante a recessão da COVID-19.
O programa é também um caso de precaução documentado: uma comissão parlamentar ruandesa de 2023 verificou que alguns socalcos permaneciam por usar devido a solo ácido ou porque os trabalhadores que os construíram não tinham sido pagos, e a investigadora em geomorfologia Judith Uwihirwe alertou que socalcos mal concebidos podem reter água no subsolo e desestabilizar encostas nesta bacia sismicamente ativa — riscos que qualquer autoridade municipal ou de bacia hidrográfica que replique o modelo deve ter em conta no desenho.
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