Em junho de 2020, os Seicheles substituíram a lei de violência familiar de 2000 por uma Lei de Violência Doméstica que impede a retirada de queixas policiais, após estudo da Commonwealth estimar o custo da violência de género em 4,6% do PIB.
371 reports
Denúncias de violência doméstica registadas pelo Ministério dos Assuntos da Família (2019)
more than 5,400 cases
Casos que chegaram ao Tribunal da Família (2009-2019)
4.6 % of GDP
Custo estimado da violência de género (2016)
25 officers
Agentes da polícia formados para lidar com casos de violação e agressão sexual grave (following 2020 passage)
Detalhes
Maturidade
Consolidada
Promotor
Government of Seychelles — Ministry of Family Affairs, with the Commonwealth Secretariat
Período
2020–ongoing
Palavras-chave
domestic violence, legal reform, gender-based violence, family law
Contexto
Em 10 de junho de 2020, o Presidente Danny Faure assinou a Lei da Violência Doméstica das Seicheles, substituindo a Lei da Violência Familiar (Proteção das Vítimas) de 2000. A nova lei, aprovada por unanimidade pela Assembleia Nacional, criminaliza o abuso verbal, físico, emocional, sexual, económico e psicológico, e fecha uma lacuna há muito existente ao impedir que os queixosos retirem uma denúncia depois de esta ter sido apresentada à polícia.
Atividades
A base de evidências da reforma incluiu um estudo de custo económico, uma revisão do quadro legal e político das Seicheles, e formação de funcionários e legisladores antes da votação. Após a aprovação, 25 agentes da polícia receberam formação especializada em como lidar com casos de violação e agressão sexual grave.
Resultados
O Ministério dos Assuntos da Família registou 371 denúncias de violência doméstica só em 2019, mais de 5.400 casos chegaram ao Tribunal da Família entre 2009 e 2019, e a análise de custos da Commonwealth situou o custo da violência de género em 4,6% do PIB em 2016.
Conclusões
Não foram publicados dados publicamente verificáveis sobre casos, processos ou condenações desde a entrada em vigor da lei, e um inquérito do Afrobarómetro de 2023 constatou que os seichelenses continuam a considerar a violência de género o principal problema por resolver em matéria de direitos das mulheres no país.
Implementação
Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €) — No budget figure reported; scope included an economic-cost study, a legal/policy review, official and lawmaker training, and post-passage training of 25 police officers.
Tempo até resultados
Curto (< 1 ano) — Signed into law 10 June 2020; replaced the Family Violence (Protection of Victims) Act of 2000.
Equipa e competências
25 police officers received specialised training in handling rape and serious sexual-assault cases following passage of the Act
Condições de sucesso
Evidence base built ahead of the vote: an economic-cost study, a review of Seychelles' legal and policy framework, and training of officials and lawmakers
Unanimous passage by the National Assembly
Modos de falha comuns
No publicly verifiable case, prosecution or conviction data has been published since the law took effect
A 2023 Afrobarometer survey found Seychellois still rank gender-based violence as the top unresolved women's-rights issue in the country, suggesting implementation and enforcement gaps
Onde se enquadra
Tipo de governação
national government / Commonwealth-supported legislative reform
Escala
national (Seychelles)
Nível de rendimento
high-income (Seychelles, small island state)
Habitualmente financiado por
National / regional programmes
Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.
Implementa esta prática?
Reivindique-a —
implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.
Fontes de dados
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.