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A portaria de Seul de 2012 criou 'organizações de partilha' certificadas, de 37 (2013) para 92 (2015). A adesão à partilha de automóveis mais que decuplicou em quatro anos e 82% dos utilizadores inquiridos relataram satisfação, embora os impactos de equidade fiquem por medir.
Em setembro de 2012, o presidente da câmara de Seul declarou a cidade uma 'Sharing City' (Cidade Partilhada) e, em dezembro desse ano, o Conselho Metropolitano de Seul aprovou uma portaria criando um enquadramento legal e um processo de certificação para 'organizações de partilha' — empresas e organizações sem fins lucrativos que oferecem partilha de carros, estacionamento, ferramentas, roupa, alojamento ou espaço.
A portaria visava construir um ecossistema de economia de partilha juridicamente certificado e apoiado pela cidade, alargando o acesso a bens públicos e privados subutilizados.
Um Comité de Promoção da Partilha foi lançado em março de 2013 e foi criado um Gabinete de Inovação de Seul dedicado (58 funcionários, um orçamento anual de cerca de 5,5 milhões de EUR segundo a análise do BERD) para gerir o programa, abrindo cerca de 800 edifícios públicos para uso partilhado e certificando organizações de partilha, com um desconto de 50% no estacionamento público para operadores de partilha.
As organizações certificadas passaram de 37 no primeiro ano (2013) para 92 em 2015, altura em que a cidade anunciou um plano de expansão de segunda fase. O número combinado de membros da partilha de automóveis (SoCar, Green Car) ultrapassou 400.000, com a base de utilizadores da SoCar a crescer mais de dez vezes em quatro anos, e uma análise citada pela cidade concluiu que um único carro partilhado pode substituir 16,8 veículos privados. Um inquérito encomendado pela cidade a 2.500 residentes de Seul, em maio de 2016, revelou que nove em cada dez conheciam pelo menos um projeto da sharing city, e 82% dos que tinham utilizado um serviço relataram satisfação. O próprio caso de negócio da cidade para a segunda fase, citado pelo programa EBRD Green Cities, projetava cerca de 30.000 toneladas de poupança de CO2 e mais de 1.200 novos empregos com a expansão, embora estas sejam projeções da própria cidade e não resultados medidos de forma independente.
A equidade é a dimensão menos evidenciada do programa: nem os materiais da própria cidade nem a análise do BERD relatam qualquer desagregação da participação ou benefício por rendimento, idade ou distrito, pelo que não é possível confirmar se a economia de partilha de Seul chegou além de residentes com carro próprio e digitalmente ativos. O modelo de certificação e subsídio é uma peça genuína e invulgarmente bem institucionalizada de experimentação económica à escala da cidade, mas os números mais sólidos e verificáveis dizem respeito à escala e satisfação, e não ao impacto distributivo.
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