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Iniciativa de Saúde Gratuita de Serra Leoa para Gestantes, Lactantes e Crianças Menores de Cinco Anos

Serra Leoa · Freetown · Ver o perfil de Serra Leoa

Desde 2010, Serra Leoa oferece saúde gratuita a gestantes, lactantes e menores de 5 anos. Partos institucionais subiram de 27% para 57% em 3 anos, e a mortalidade materna caiu 74% (2000–2020) — mas a desigualdade por renda persiste.

27%
Partos institucionais, 2008
57%
Partos institucionais, 2013
51%
Consultas pré-natais (4+), 2008
75%
Consultas pré-natais (4+), 2013
8.3%
Revisões pós-natais completas, 2008
41.4%
Revisões pós-natais completas, 2013
1,682 deaths per 100,000 live births
Razão de mortalidade materna, 2000
443 deaths per 100,000 live births
Razão de mortalidade materna, 2020
74%
Queda na razão de mortalidade materna (2000-2020)
54%
Partos institucionais com profissionais qualificados, 2010
>80%
Partos institucionais com profissionais qualificados, início da década de 2020
72.2%
Parto institucional, quintil mais rico, 2013
50.4%
Parto institucional, quintil mais pobre, 2013
Iniciativa de Saúde Gratuita de Serra Leoa para Gestantes, Lactantes e Crianças Menores de Cinco Anos

Detalhes

Maturidade
Established
Promotor
Government of Sierra Leone, Ministry of Health and Sanitation
Período
2010–present
Palavras-chave
maternal health, reproductive health, public health, universal health coverage

Contexto

A Serra Leoa lançou a sua Iniciativa de Cuidados de Saúde Gratuitos (FHCI) em abril de 2010, eliminando as taxas de utilização para grávidas, mães lactantes e crianças com menos de cinco anos nas unidades de saúde públicas em todo o país, num contexto em que o país enfrentava algumas das taxas mais elevadas de mortalidade materna e infantil do mundo após a guerra civil de 1991–2002.

Resultados

Uma análise revista por pares dos dados do Inquérito Demográfico e de Saúde da Serra Leoa (Jalloh et al., 2019), comparando 2008 (n=7,374 mulheres) com 2013 (n=16,658 mulheres), constatou que os partos institucionais subiram de 27% para 57%, as consultas pré-natais (4 ou mais) subiram de 51% para 75%, e as revisões pós-natais completas subiram de 8.3% para 41.4%. O gabinete regional da OMS para África reporta que a razão de mortalidade materna da Serra Leoa caiu 74%, de 1,682 para 443 mortes por 100,000 nados-vivos, entre 2000 e 2020, com os partos institucionais assistidos por profissionais qualificados a ultrapassar 80% no início da década de 2020, face a 54% em 2010.

Conclusões

A mesma avaliação revista por pares constatou que a desigualdade relacionada com a riqueza no parto institucional aumentou ao longo do período do estudo, com as mulheres do quintil mais rico a atingir 72.2% de partos institucionais em 2013, contra 50.4% no quintil mais pobre, indicando que os cuidados gratuitos por si só não eliminaram as disparidades de acesso motivadas pela educação, pela residência rural e por outras barreiras estruturais. A Serra Leoa continua abaixo da meta dos ODS de 70 mortes maternas por 100,000 nados-vivos.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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