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A Regeneração Nacional dos Manguezais do Sri Lanka — Do Microcrédito Seacology-Sudeesa a um World Restoration Flagship da ONU

Sri Lanka · Mannar · Ver o perfil de Sri Lanka

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As ONGs Seacology e Sudeesa usaram microcréditos para proteger 8.815 ha e replantar 3.885 ha de manguezais no Sri Lanka até 2020, evoluindo para um programa nacional reconhecido pela ONU em 2024. A retirada da proteção de Vidattaltivu em 2024, revertida apenas após um processo judicial, expôs falhas reais de fiscalização.

A Regeneração Nacional dos Manguezais do Sri Lanka — Do Microcrédito Seacology-Sudeesa a um World Restoration Flagship da ONU

Detalhes

Promotor
Sudeesa (Small Fishers Federation of Lanka); Seacology; Sri Lanka Department of Wildlife Conservation
Período
2015-2030
Palavras-chave
mangroves, blue carbon, coastal fisheries, community microfinance

Descrição

A partir de 2015, a ONG norte-americana Seacology e a ONG cingalesa Sudeesa criaram um modelo de financiamento inovador em torno dos manguezais do Sri Lanka: em troca da proteção de uma média de 21 acres de manguezal por comunidade, cerca de 12.000 mulheres em 1.500 comunidades costeiras receberam formação profissional e acesso a microcréditos (financiados por um orçamento inicial de 3,4 milhões de dólares, que cresceu para mais de 4 milhões), reembolsados através de 1.500 novas Organizações Comunitárias de Beneficiários. Até ao encerramento do projeto em 2020, este tinha ajudado a proteger a totalidade dos 8.815 hectares de manguezal então existentes no Sri Lanka e a replantar 3.885 hectares de manguezal degradado com mais de 775.000 mudas cultivadas em três viveiros comunitários.
A abordagem foi posteriormente incorporada num esforço nacional de regeneração de manguezais que as Nações Unidas nomearam como um dos sete World Restoration Flagships de 2024, reconhecendo um plano para expandir a cobertura de manguezal do Sri Lanka em mais de 50%, atingindo 10.000 hectares até 2030 — o que confere elegibilidade a mais financiamento e apoio técnico da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas. Investigação académica independente sobre locais de restauração liderados pela comunidade no norte do Sri Lanka encontrou desde então uma densidade de manguezal mensuravelmente mais elevada e uma captura de peixe por barco mais elevada nas áreas restauradas em comparação com as não restauradas.
A governação do programa não está isenta de falhas. Em 2024, o ministro do Ambiente retirou a proteção legal de cerca de 400 hectares da Reserva Natural de Vidattaltivu, no distrito de Mannar, para permitir uma fazenda de aquacultura proposta pela Autoridade Nacional de Desenvolvimento da Aquacultura. A decisão só foi revertida em 2025, depois de a Environmental Foundation Limited e a Wildlife and Nature Protection Society terem interposto uma ação judicial bem-sucedida — um lembrete de que apenas cerca de 60% dos manguezais do país têm proteção formal e de que a capacidade de fiscalização continua limitada.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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