Acordo de Carbono Azul do Estuário do Rio Sherbro — Proteção de Mangais com Base em Justiça do Carbono (Serra Leoa)
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Desde 2008, os Sundarbans (Bangladesh) têm um sistema de cogestão em quatro níveis, com 828 membros de patrulha recrutados, sob o Departamento Florestal, os projetos IPAC/CREL da USAID e a GIZ, avaliado por pares em 2024 com ganhos e limitações.
Os Sundarbans, a maior floresta de mangal contígua do mundo (cerca de 10.000 km2, dos quais cerca de 60% no Bangladesh), são geridos desde 2008 através de um sistema formal de cogestão destinado a conciliar a conservação da biodiversidade com os meios de subsistência de mais de 18% das famílias da zona costeira sudeste do Bangladesh que dela dependem, sobretudo através da pesca.
A cogestão foi introduzida no âmbito do Nishorgo Support Project da USAID (2008-2012) e consolidada através do projeto Integrated Protected Area Co-management (IPAC) a partir de 2010. Assenta numa estrutura em quatro níveis, do local ao nacional: Fóruns de Conservação Comunitária (VCF) e Fóruns Populares (PF) ao nível da comunidade, Grupos de Patrulha Comunitária (CPG) para monitorização de recursos no terreno, e Comités de Cogestão (CMC) que ligam as comunidades ao Departamento Florestal do Bangladesh. O IPAC recrutou 643 membros das aldeias para grupos de patrulha; o projeto subsequente CREL, financiado pela USAID (2008-presente), recrutou mais 185 membros de patrulha comunitária, com apoio técnico e financeiro também da agência alemã GIZ. As mulheres participam em todos os níveis, o que os investigadores associam a uma maior sensibilização para as regras florestais, redes sociais mais amplas e novas oportunidades de geração de rendimento.
Uma avaliação por pares publicada em 2024 na revista Ecology & Society analisou o programa na perspetiva dos utilizadores locais da floresta e relatou um quadro misto: encontrou ganhos genuínos no envolvimento comunitário e na capacidade de monitorização, mas também documentou limitações persistentes, incluindo sobre-exploração de recursos, fraco recrutamento de espécies arbóreas nativas chave, degradação de habitats, espécies invasoras e áreas onde o conhecimento ecológico local não foi devidamente incorporado na tomada de decisões.
Não são reportados dados específicos do programa sobre sequestro de carbono ou retenção de solo/água; a evidência mais forte reside na própria estrutura de governação — a sua escala, o apoio institucional e a avaliação independente por pares — e não em resultados ecológicos quantificados.
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