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Desde 2021, a OMS e o Medicines Patent Pool apoiam a Afrigen Biologics na Cidade do Cabo para reproduzir e transferir conhecimento de vacinas de mRNA a 15 organizações parceiras, embora em 2025 o seu próprio candidato contra a COVID continuasse em fase pré-clínica.
Lançado em junho de 2021 em resposta à desigualdade no acesso às vacinas contra a COVID-19, o Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA da OMS/Medicines Patent Pool designou a Afrigen Biologics and Vaccines, na Cidade do Cabo, África do Sul, como o seu centro (hub).
A Afrigen utilizou a sequência publicamente disponível de uma vacina de mRNA contra a COVID-19 já existente para reproduzir de forma independente um candidato, o AfriVac 2121 — descrito como a primeira vacina de mRNA concebida e produzida à escala laboratorial no continente africano sem o envolvimento do fabricante original.
Numa reunião realizada em abril de 2023 na Cidade do Cabo, com mais de 200 participantes, o programa confirmou a transferência de tecnologia para 15 organizações parceiras de biofabrico em países de rendimento baixo e médio, com doadores como a França, a Alemanha, o Canadá, a Noruega, a Comissão Europeia e a União Africana a contribuírem, à data, com um valor reportado de 117 milhões de dólares.
Em junho de 2025, a Biovac — um fabricante sediado na Cidade do Cabo e o primeiro destinatário da transferência de tecnologia do programa — confirmou publicamente ter reproduzido e escalado de forma independente o processo da Afrigen, o que o programa apresentou como validação de que a tecnologia transferida funciona fora do laboratório de origem.
Uma análise independente e revista por pares foi mais cautelosa: um estudo de caso de 2024 publicado na PLOS Global Public Health ('Our project, your problem?') concluiu que a OMS e a Medicines Patent Pool mantiveram um controlo apertado sobre a conceção do programa, com garantias contratuais fracas quanto à acessibilidade de preços ou à liberdade dos destinatários para licenciarem a tecnologia a terceiros — e, à data da atualização de 2025 do programa, o próprio candidato de COVID-19 da Afrigen permanecia em fase de escalonamento, e não em ensaios clínicos ou uso comercial.
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