O Uzbequistão anunciou um programa nacional "Yashil Makon" (Espaço Verde) em novembro de 2021, dias depois de uma tempestade de poeira recorde ter coberto o país, com níveis de partículas grosseiras a atingir 18 000 microgramas por metro cúbico — uma consequência, em parte, das cerca de 75 milhões de toneladas de poeira e sal soprados anualmente do leito seco do Mar de Aral desde a década de 1960. O programa fixou a meta de mil milhões de árvores e arbustos ao longo de cinco anos (200 milhões de mudas/ano), com o objetivo de aumentar a cobertura verde urbana de 8% para 30% e, especificamente para a capital, acrescentar 4450 hectares de novo espaço verde em Tashkent.
Os primeiros resultados foram substanciais em volume: 85 milhões de mudas foram reportadas como plantadas até ao final de 2021, mais 125 milhões na primavera seguinte, e 500 000 hectares de árvores saxaul, tolerantes à seca, foram plantados em zonas desérticas para reduzir as fontes de tempestades de poeira. Em 2025, o governo reportou mais de 266 milhões de mudas plantadas nesse ano.
A prova mais sólida deste registo é, no entanto, de precaução: uma auditoria da Câmara de Contas do Uzbequistão e reportagens independentes encontraram problemas significativos de integridade na execução inicial do programa: mais de 6,2 milhões de mudas nunca plantadas tinham sido registadas como "plantadas" em relatórios oficiais, mais de 1 milhão de árvores foram registadas em terrenos sem rega, e cerca de 2,4 milhões de mudas morreram antes do final de uma primavera por falta de água e manutenção. Em resposta, o governo lançou uma plataforma pública de dados "Yashil Makon" que permite aos cidadãos ver exatamente onde as árvores foram plantadas, e o PNUD tem aconselhado sobre a sistematização da monitorização e do financiamento (recomendando avançar para além do orçamento público, com títulos verdes e outros instrumentos) para tornar o programa sustentável.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.