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ESPH Pagamento por Serviços Ambientais Hídricos — Tarifa Municipal de Água (Heredia, Costa Rica)

Costa Rica · Heredia · See the Costa Rica profile

Desde 2000, a concessionária de água de Heredia, na Costa Rica, cobra uma tarifa hídrica dedicada para financiar pagamentos diretos a proprietários a montante — mais de ₡1,2 mil milhões (~US$2M+) investidos entre 2002 e 2020 em cerca de 1.000 hectares de bacia conservada e reflorestada.

Details

Promoter
Empresa de Servicios Públicos de Heredia (ESPH S.A.)
Period
2000-present
Keywords
water tariff, watershed conservation, municipal utility PES, forest contracts

Description

A ESPH S.A., empresa pública detida em conjunto pelos municípios de Heredia, San Rafael e San Isidro, foi autorizada pela Lei 7789 de 1998 da Costa Rica a financiar a conservação de bacias hidrográficas através das suas tarifas de água. Em 8 de março de 2000, o regulador ARESEP aprovou uma 'tarifa hídrica' dedicada (inicialmente ₡1,90/m³), tornando a ESPH a primeira concessionária costarriquenha a incorporar custos ambientais na conta de água; os contratos de pagamento direto a proprietários a montante começaram em 2002, juntamente com um programa paralelo de compra de terrenos. O esquema é independente do programa nacional FONAFIFO da Costa Rica e abrange cinco a seis microbacias (Ciruelas, Segundo, Bermúdez, Tibás, Pará) que alimentam o abastecimento da cidade, que serve mais de 200.000 pessoas através de mais de 52.000 contas de clientes.

As taxas de pagamento foram aumentadas em 2004 (tarifa para ₡3,80/m³, pagamentos de conservação para cerca de ₡47.720/ha/ano) e a tarifa continuou a subir desde então, chegando a ₡10,71/m³ residencial no quadro tarifário de 2023. Em 2006, a concessionária tinha 26 contratos de PSA cobrindo 768 hectares, além de terrenos comprados e acordados, totalizando cerca de 1.173 ha conservados; em 2020, a ESPH reportou 42 contratos de PSA ativos cobrindo perto de 1.000 hectares dentro de uma zona prioritária de 9.806 hectares, com um investimento acumulado em PSA de cerca de ₡1.226 milhões (mais de US$2 milhões) entre 2002 e 2020, além de aproximadamente ₡443 milhões gastos na compra de cinco propriedades (cerca de 24,6 ha) para proteção direta.

Uma revisão técnica do Banco Mundial de 2007 sobre o programa afirma explicitamente que não existe evidência quantitativa sobre o impacto do esquema no caudal ou na qualidade da água — o monitoramento baseou-se em SIG e visitas de campo, não em resultados hidrológicos medidos. A literatura independente de estudos de caso também assinala um problema de 'free-rider' (municípios a jusante beneficiam sem contribuir para a tarifa), subfinanciamento crónico face às áreas prioritárias identificadas, e uma preocupação de equidade, já que os proprietários participantes tendem a ser proprietários mais abastados numa bacia sob crescente pressão de desenvolvimento urbano (valores de terreno de US$60-100/m² competem diretamente com os incentivos de conservação).

Implementation

Implementation detail (cost, timeline, staffing, conditions for success) is not yet available for this practice.

Data sources

Where this practice's information was retrieved from, and when.

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