O Ministério da Informação e Comunicações do Butão propôs-se, em 2009, estabelecer um Centro Comunitário (CC) em cada um dos 205 gewogs (subdistritos) do país, estendendo ao nível local a conectividade de fibra construída no âmbito do componente Village Network do SASEC, apoiado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento. Os centros destinavam-se a oferecer tanto serviços comunidade-cidadão — fotocópias, digitalização, impressão, cursos básicos de informática — como serviços governo-cidadão, como registo civil, licenças florestais e candidaturas a emprego, com a operação diária colocada mais tarde sob a alçada da Bhutan Postal Corporation.
Segundo registos de projeto da ITU e da ADB/SASEC, 182 dos 205 Centros Comunitários previstos tinham sido estabelecidos, dos quais 130 estavam ligados a banda larga. No entanto, reportagens de 2014 da Bhutan Broadcasting Service em Trashigang encontraram muitos centros não funcionais, mal equipados ou totalmente sem ligação — um gewog, Kangpara, não tinha nenhum —, com operadores mal preparados e autoridade operacional disputada entre as administrações dos gewogs e a Bhutan Postal Corporation. Os dados de serviço da própria administração de Paro registam uma afluência média de apenas 3 a 15 visitas por centro por dia.
Em junho de 2025, o Gabinete do Primeiro-Ministro lançou um programa paralelo de Centros Integrados de Serviço e Contacto, financiado pelo Governo da Índia no âmbito do 13º Plano Quinquenal do Butão, explicitamente concebido para complementar, e não substituir, os Centros Comunitários existentes, oferecendo 56 serviços de 49 agências, com planos de expansão a mais gewogs e CCs.
Não foi encontrada nas fontes públicas disponíveis nenhuma avaliação de impacto independente e rigorosa dos Centros Comunitários — cobrindo ganhos de literacia, variação da penetração da internet ou número agregado de beneficiários; a evidência documentada mostra, em vez disso, uma rede rural de acesso extensa mas apenas parcialmente funcional, tornando este um caso genuíno de alerta sobre os desafios de sustentabilidade operacional dos programas de telecentros de última milha.
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