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Halo Verde — Projeto Comunitário de Carbono Florestal de Timor-Leste

Timor-Leste · Laclubar · See the Timor-Leste profile

Desde 2011, a fundação timorense FCOTI paga a mais de 1.000 pequenos agricultores no Município de Manatuto para plantar e manter árvores agroflorestais sob certificação Plan Vivo, embora apenas uma pequena parte dos seus cerca de 20.000 créditos de carbono certificados tivesse encontrado compradores até 2021.

Halo Verde — Projeto Comunitário de Carbono Florestal de Timor-Leste

Details

Promoter
Fundação Carbon Offset Timor (FCOTI)
Period
2011-present
Keywords
smallholder agroforestry, Plan Vivo certification, post-conflict land restoration, carbon finance

Description

Halo Verde ('Fazer Verde', em tétum) é o primeiro projeto de carbono certificado pelo Plan Vivo em Timor-Leste e, alegadamente, o primeiro no Sudeste Asiático. Fundado pela fundação timorense Fundação Carbon Offset Timor (FCOTI, formalmente registada em 2018) com apoio técnico da Charles Sturt University, na Austrália, o projeto trabalha desde 2011 com famílias rurais nas áreas de Laclubar e Soibada, no Município de Manatuto — uma região a recuperar de décadas de desflorestação ligada ao conflito e dependente da agricultura itinerante.

Os agricultores recebem pagamentos de incentivo recorrentes associados à plantação e sobrevivência de árvores nas suas próprias terras, em parcelas agroflorestais que combinam espécies alimentares, forrageiras e madeireiras, seguindo o modelo Plan Vivo de certificados faseados, em vez de um único pagamento inicial. No início da década de 2020, o projeto envolvia mais de 1.000 agricultores em cerca de 150 parcelas de pequenos agricultores, cobrindo cerca de 75 hectares, utilizando a metodologia de contabilização de carbono SHAMBA (Small-Holder Agriculture Mitigation Benefit Assessment) com uma margem de risco de 15%, para um potencial bruto de carbono estimado em quase 69.000 tCO2. O projeto passou por uma validação formal do Plan Vivo em 2020, auditada pelo Landscapes and Livelihoods Group, sediado na Escócia.

Os relatos públicos indicam que, embora perto de 20.000 toneladas de créditos tivessem sido certificadas por volta de 2021, apenas cerca de 200 toneladas — cerca de 1% — tinham efetivamente sido vendidas, uma lacuna reconhecida pelos próprios materiais do projeto. Isto sublinha um desafio comum para pequenos projetos do estilo Plan Vivo em locais remotos: a certificação não garante acesso ao mercado, e as receitas que chegam aos agricultores podem atrasar-se significativamente em relação aos créditos nominalmente gerados no papel.

Implementation

Implementation detail (cost, timeline, staffing, conditions for success) is not yet available for this practice.

Data sources

Where this practice's information was retrieved from, and when.

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