Ratos e camundongos, introduzidos por navios baleeiros e focageiros dos séculos XVIII e XIX, espalharam-se pela maior parte da Geórgia do Sul (Território Ultramarino Britânico no Atlântico Sul subantártico) e devastaram populações de aves marinhas que nidificam no solo, incluindo o pombinho (pipit) e o pato-rabo-de-junco endêmicos, que não tinham defesa evolutiva contra predadores mamíferos.
O South Georgia Heritage Trust (SGHT), em parceria com o Governo da Geórgia do Sul e Ilhas Sandwich do Sul (GSGSSI), realizou três fases de distribuição aérea de isco com o rodenticida Brodifacoum, lançado por três helicópteros Bölkow 105: Fase 1 (março de 2011, 128 km²), Fase 2 (março-maio de 2013, 580 km²) e Fase 3 (fevereiro-março de 2015, 360 km²), cobrindo no total 108.723 ha (1.068 km²) — mais de oito vezes maior que qualquer erradicação de roedores já tentada no mundo. O custo total foi de aproximadamente £7,5 milhões (~US$11 milhões a preços de 2015), equivalente a cerca de £69,4 (US$104) por hectare.
O monitoramento extensivo pós-distribuição não encontrou roedores sobreviventes, e a Geórgia do Sul foi formalmente declarada livre de roedores em 8 de maio de 2018. Pesquisa revisada por pares publicada na Oryx (Cambridge University Press) documentou a primeira reprodução confirmada do pombinho da Geórgia do Sul em áreas de onde antes era excluído por ratos, com até quatro ninhos registrados em uma única baía.
Um único rato foi encontrado próximo a um porto em outubro de 2014, provavelmente vindo de uma embarcação visitante — um lembrete de que o risco de reinvasão persiste. O GSGSSI e o SGHT mantêm atualmente um programa de biossegurança, incluindo cães de detecção, para proteger o habitat restaurado.
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