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A UNESCO, a Ai Movement e a Fundação OCP de Marrocos gerem um programa de IA de 3 anos e 500.000 USD para mulheres africanas: 34 mulheres de 11 países num projeto-piloto de 2023, depois 80 mulheres de 28 países que concluíram um curso em 2024 e um acampamento de verão em Rabat, com 15 a vencer bolsas de incubação.
African Women in Tech and AI (AWITAI) é um projeto de três anos (2023-2025), financiado com 500.000 USD pela Fundação OCP de Marrocos, implementado conjuntamente pela UNESCO e pela Ai Movement, o centro de IA da Universidade Politécnica Mohammed VI, com o objetivo de formar e apoiar 150 mulheres empreendedoras africanas interessadas em IA.
Na fase-piloto de 2023, 34 cientistas de 11 países africanos receberam formação e apoio, incluindo um curso online e um acampamento de verão no Centro Ai Movement, em Rabat.
Em 2024, uma segunda coorte de 80 mulheres empreendedoras de 28 países africanos, abrangendo as cinco regiões de África, concluiu um curso online de três meses sobre prospetiva estratégica aplicada à IA, gestão de projetos de IA, liderança, desenvolvimento de start-ups e pesquisa de mercado, seguido de um acampamento de verão presencial de duas semanas (1 a 13 de julho de 2024) no Centro Ai Movement; o currículo incluiu também liderança e ética em IA. Um júri composto por representantes da UNESCO, da Ai Movement e da Fundação OCP selecionou depois 15 das 80 mulheres para financiamento especial e apoio à incubação, com projetos nas áreas de agricultura, saúde, educação, redução do risco de catástrofes, gestão da água, energia sustentável, igualdade de género e acessibilidade web.
No final de 2024, um total acumulado de 114 mulheres tinha sido formado nas duas coortes, prevendo-se mais 36 em 2025 para atingir a meta de 150 mulheres, juntamente com o objetivo declarado de construir uma rede continental de mulheres em IA.
Ressalva: não foi publicada nenhuma avaliação independente e externa sobre a sobrevivência, receitas ou criação de emprego das start-ups incubadas; todos os números aqui apresentados provêm dos parceiros implementadores (UNESCO, Ai Movement, Fundação OCP) e não de um avaliador externo.
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