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"Ahora Que Sí Nos Ven" — o observatório civil de feminicídios da Argentina

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Desde as manifestações 'Ni Una Menos' de 2015, o observatório da sociedade civil 'Ahora Que Sí Nos Ven' produz a contagem independente de feminicídios mais citada da Argentina - 2.827 vítimas entre junho de 2015 e maio de 2025, uma a cada 31 horas - preenchendo lacunas deixadas pelos dados oficiais atrasados.

"Ahora Que Sí Nos Ven" — o observatório civil de feminicídios da Argentina

Detalhes

Promotor
Ahora Que Sí Nos Ven (femicide-registry tradition founded by Casa del Encuentro, 2008)
Período
2015–present
Palavras-chave
civil society, gender-based violence, data monitoring, human rights

Descrição

O "Ahora Que Sí Nos Ven" é o observatório de monitoramento de feminicídios surgido da mobilização "Ni Una Menos" de 3 de junho de 2015, dando continuidade a uma tradição de registros civis de feminicídio na Argentina iniciada pela Casa del Encuentro em 2008. É conduzido por ativistas feministas e pesquisadoras, não por um órgão governamental.
O observatório cruza notícias, registros judiciais e informações policiais para construir um registro caso a caso, publicando boletins periódicos e um relatório anual. Desde janeiro de 2020 também monitora travesticídios e transfeminicídios como categoria própria.
Seu relatório de dez anos (3 de junho de 2015 a 25 de maio de 2025) registrou 2.827 vítimas letais de violência de gênero: 2.543 feminicídios diretos de mulheres e 284 "feminicídios vinculados" (familiares ou outras pessoas mortas junto à vítima visada) - o equivalente a um feminicídio a cada 31 horas ao longo da década. Desde 2020 também registrou 41 travesticídios/transfeminicídios.
A diretora da Casa del Encuentro, Ada Rico, argumenta publicamente que as estatísticas oficiais do Estado são divulgadas tarde demais para orientar políticas em tempo real, razão pela qual observatórios independentes como este continuam sendo a fonte de dados sobre feminicídio mais citada na mídia argentina. O modelo também foi replicado por outros observatórios argentinos (Observatorio Lucía Pérez, MuMaLá), embora essa fragmentação de registros independentes - nenhum financiado pelo Estado - também evidencie a ausência de uma contagem oficial única, limitação que o próprio observatório reconhece.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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