A lei argentina de 2021 reserva 1% dos empregos públicos federais para pessoas trans. O emprego desse grupo passou de 101 (2020) para 955 (2023), alta de mais de 700% — embora a meta de 1% siga em grande parte por cumprir.
101
Pessoas trans empregadas no Estado nacional (antes da lei) (mid-2020)
700+
Pessoas trans empregadas no Estado nacional (mid-2023)
955
Pessoas trans empregadas no Estado nacional (November 2023)
700-900 %
Aumento do emprego de pessoas trans no Estado nacional (2020-2023)
under one-fifth
Postos preenchidos em relação à quota de 1% legalmente exigida (2.5 years after enactment)
14 years
Tempo estimado para atingir o cumprimento total da quota de 1% ao ritmo atual de contratação
41 years
Esperança média de vida da comunidade trans argentina
90 %
Pessoas trans que nunca tinham tido um emprego formal
Detalhes
Maturidade
Scaling
Promotor
Ministerio de Mujeres, Géneros y Diversidad de la Nación (Argentina)
Período
2021–present
Palavras-chave
public employment, LGBTQ+ inclusion, trans rights, anti-discrimination
Contexto
A Lei 27.636, conhecida como "Diana Sacayán - Lohana Berkins" em homenagem a duas ativistas trans assassinadas, foi aprovada pelo Congresso argentino em 24 de junho de 2021, em reconhecimento da grave discriminação histórica sofrida pelas pessoas travestis, transexuais e transgénero, que na altura da aprovação da lei tinham uma esperança média de vida de cerca de 41 anos e das quais cerca de 90% nunca tinham tido um emprego formal.
Objetivos
Exigir que o Estado nacional — os três poderes de governo, agências descentralizadas e empresas estatais — assegure que pelo menos 1% do seu pessoal total seja composto por pessoas travestis, transexuais ou transgénero, com requisitos de escolaridade e antecedentes criminais flexibilizados em reconhecimento da discriminação histórica.
Atividades
A lei criou incentivos fiscais e empréstimos em condições favoráveis para empregadores privados que contratem pessoas trans, e determinou relatórios trimestrais de monitorização da implementação.
Resultados
A monitorização oficial do governo mostra que o emprego de pessoas trans no Estado nacional passou de 101 pessoas em meados de 2020 (antes da lei) para mais de 700 em meados de 2023 e para 955 em novembro de 2023, um aumento de mais de 700-900%, consoante o período de medição. A monitorização independente pelo sindicato do setor público ATE corrobora esta tendência ascendente.
Conclusões
Os próprios relatórios de implementação da lei reconhecem uma falha significativa: dois anos e meio após a promulgação, os postos preenchidos representavam bem menos de um quinto da quota de 1% legalmente exigida, e, ao ritmo de contratação registado, seriam necessários cerca de 14 anos para atingir o cumprimento total.
Implementação
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
Fontes de dados
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.