O subak é uma instituição cooperativa de irrigação exclusiva de Bali, registada pela primeira vez no século XI e organizada em torno de templos da água, onde congregações de agricultores de cerca de 40 a 500 famílias decidem em conjunto os calendários de plantação e a distribuição de água segundo a filosofia Tri Hita Karana de equilíbrio entre os mundos espiritual, humano e natural. Em 2012, a UNESCO inscreveu a "Paisagem Cultural da Província de Bali: o Sistema Subak como Manifestação da Filosofia Tri Hita Karana" como Património Mundial, protegendo cerca de 19.500 hectares de paisagem de socalcos de arroz (mais uma zona-tampão de aproximadamente 1.450 hectares) de um total histórico de cerca de 1.200 a 1.559 organizações subak que geriam muito mais terra em toda a ilha.
A lógica ecológica do sistema foi documentada pelo antropólogo J. Stephen Lansing: quando a Revolução Verde indonésia impôs de forma centralizada, nas décadas de 1970-80, uma plantação contínua e não sincronizada para maximizar a produção, quebrou a sincronização tradicional de pousio que privava as pragas de alimento, resultando em perdas de até 50% das colheitas, antes de o calendário coordenado pelos templos da água ser restabelecido em 1988. Ensaios mais recentes e de menor escala — como um projeto-piloto de redução de metano na aldeia de Bena, que reportou um corte de 85% nas emissões de metano dos arrozais juntamente com um aumento de 20% na produção sob gestão de água modificada — apontam para potencial adicional de mitigação, embora se trate de um resultado de uma única aldeia, ainda não de uma constatação válida para todo o sistema subak.
Como ressalva importante, o sistema subak opera atualmente sob forte pressão: a indústria turística de Bali consome hoje uma estimativa de 65% da água doce da ilha e tem sido associada a uma queda de cerca de 60% no lençol freático em algumas áreas, enquanto terras agrícolas são convertidas em hotéis e vilas a um ritmo documentado de cerca de 1.000 hectares por ano em toda a ilha (com a própria área irrigada por subak em Denpasar a cair de cerca de 5.753 hectares em 1993 para cerca de 2.444 hectares em 2018). Os agricultores que cultivam arroz de forma convencional ganham apenas cerca de 1,50 dólares por dia, o que leva alguns subaks a vender terra em vez de a transmitir, pelo que a classificação da UNESCO conferiu reconhecimento cultural e receitas turísticas, mas não reverteu, por si só, a pressão económica subjacente sobre o sistema que protege.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.