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Chinampas de Xochimilco — Recarga de Canais com Águas Residuais Tratadas a Sustentar um Sistema de Agricultura em Zona Húmida e Refugio de Axolotes

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Desde 2004, o Projeto Chinampa Refugio da UNAM recupera parcelas agrícolas em canais de Xochimilco, recarregadas em parte com águas residuais tratadas, construindo refugios para axolotes — mesmo com um colapso de ~98% da população selvagem entre 1998-2008.

Chinampas de Xochimilco — Recarga de Canais com Águas Residuais Tratadas a Sustentar um Sistema de Agricultura em Zona Húmida e Refugio de Axolotes

Detalhes

Promotor
Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), Laboratorio de Restauración Ecológica
Período
2004–present
Palavras-chave
wetland agriculture, water reuse, biodiversity conservation, cultural heritage

Descrição

As chinampas de Xochimilco são canteiros agrícolas elevados construídos com lodo e vegetação dos canais, um sistema anterior à era asteca que sobrevive hoje em grande parte porque águas residuais municipais tratadas — descarregadas por várias estações de tratamento numa rede de canais de cerca de 207 quilómetros, segundo um estudo revisto por pares indexado no NIH — ajudam a manter os canais com água, uma vez que o lago original que outrora os alimentava foi quase totalmente drenado pelo crescimento da Cidade do México. A área tem estatuto de Património Mundial da UNESCO (1987) e reconhecimento como Sistema de Património Agrícola Mundialmente Importante (GIAHS) da FAO (2017/2018).
Desde 2004, o Laboratorio de Restauración Ecológica da UNAM, liderado por Luis Zambrano, dirige o Projeto Chinampa Refugio com chinamperos (agricultores) locais, recuperando chinampas e construindo refugios com exclusão de predadores e biofiltros destinados a apoiar o axolote selvagem (Ambystoma mexicanum), em perigo crítico de extinção. Segundo relatos recentes, o projeto já recuperou cerca de 40 chinampas e 36 refugios, alcançando cerca de 228 famílias agrícolas beneficiadas diretamente e 912 indiretamente, financiado substancialmente através da campanha de doações AdoptAxolotl da UNAM, e não por um esquema formal de pagamento governamental.
O argumento ecológico para a urgência é claro e bem documentado: estudos revistos por pares (Zambrano et al., Biological Conservation) registaram um colapso da densidade de axolotes de 6.000 indivíduos por km² em 1998 para apenas 100 por km² em 2008, com o último censo completo em 2014 a encontrar menos de 35 por km². Apenas cerca de 17% das mais de 20.000 chinampas de Xochimilco continuam ativamente cultivadas, e a poluição da água e a pressão urbana continuam a ameaçar o sistema — o que significa que os esforços de restauro, embora reais, respondem a uma crise ecológica ainda por resolver, e não a uma recuperação concluída.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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