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Levantamento de Base do Ecossistema de Start-ups da Mongólia — Um Diagnóstico Apoiado pela JICA para Orientar a Política Nacional de Inovação

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O levantamento de base da JICA em 2022, com 80 start-ups tecnológicas mongóis, revelou a criação de 1.318 empregos e um valor estimado de 452 mil milhões de MNT, rivalizando com o sector do turismo, e usou os resultados para pressionar o governo a criar uma política nacional dedicada às start-ups.

Levantamento de Base do Ecossistema de Start-ups da Mongólia — Um Diagnóstico Apoiado pela JICA para Orientar a Política Nacional de Inovação

Detalhes

Promotor
JICA Mongolia Office, KITE Mongolia LLC, Mongolian Marketing Consulting Group
Período
2022
Palavras-chave
start-ups, innovation policy, technology transfer, entrepreneurship

Descrição

No início de 2022, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), em conjunto com as consultoras locais KITE Mongolia e o Mongolian Marketing Consulting Group, realizou o primeiro levantamento sistemático de base do ecossistema de start-ups tecnológicas da Mongólia. Como as operações mongóis estão ausentes das bases de dados globais (Crunchbase, Dealroom) em que normalmente assenta o Global Startup Ecosystem Report (GSER) da Startup Genome, a equipa entrevistou diretamente 80 fundadores de start-ups, 10 aceleradoras e incubadoras, 9 universidades e institutos tecnológicos, e organizações de desenvolvimento nacionais e internacionais, seguindo o quadro de cinco pilares do GSER (Desempenho, Financiamento, Alcance de Mercado, Experiência/Talento/Conhecimento, Conectividade).
As 80 start-ups inquiridas declararam ter criado 1.318 empregos (717 a tempo inteiro, 601 a tempo parcial), um valor estimado do ecossistema de 452,1 mil milhões de MNT, receitas anuais combinadas de 60,2 mil milhões de MNT e 102,3 mil milhões de MNT em financiamento inicial e subsequente. Para efeitos de comparação, o levantamento assinalou que todo o sector do turismo mongol — um pilar reconhecido da economia — gerou 54 mil milhões de MNT em receitas e sustentou 1.237 empregos em 2021, colocando o jovem sector das start-ups já numa escala comparável.
O relatório comparou a Mongólia com o Japão, Singapura, Lituânia e Estónia, e assinalou fragilidades específicas através do Índice Global de Inovação — a Mongólia ocupava a posição #110 em ambiente de negócios, #123 em ligações de inovação e #124 em difusão de conhecimento. Constatou que apenas 27 empresas eram legalmente elegíveis para os incentivos fiscais previstos na Lei da Inovação de 2019 da Mongólia, devido à definição restrita de start-up prevista na lei, e recomendou a sua atualização, a clarificação da responsabilidade institucional e a criação de incentivos fiscais e de investimento direcionados. Os resultados foram apresentados a decisores políticos em seminários com as partes interessadas em Ulaanbaatar.
Os números principais vêm acompanhados de uma ressalva explícita dos próprios autores do levantamento: os dados sobre o valor do ecossistema, as receitas e o financiamento são autodeclarados pelos fundadores e não puderam ser verificados de forma independente, pelo que representam o potencial declarado do sector e não uma medida auditada da sua real dimensão. Até à data do levantamento, a Mongólia não tinha produzido nenhum unicórnio nem nenhuma ronda Série B, e a responsabilidade pela política de start-ups foi entretanto reorganizada entre três ministérios sem que fosse criada uma agência dedicada.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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