Restauro do Sistema em Cascata de Tanques e Aldeias, Norte-Central do Sri Lanka
Sri Lanka
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Os terraços de pedra seca de Battir, perto de Belém, são alimentados pelo sistema hakura, uma rotação cronometrada da água da nascente entre as famílias da aldeia. A UNESCO inscreveu a paisagem de 348 hectares como Património Mundial em 2014 - no mesmo dia em que a colocou na lista de perigo.
A aldeia de Battir, nas encostas abaixo de Belém, na Cisjordânia, mantém uma das últimas paisagens intactas de terraços e irrigação por nascente do Mediterrâneo oriental. Os agricultores continuam a cultivar oliveiras, videiras e legumes em terraços de pedra seca alimentados por uma rede de canais a partir de uma nascente, que evidências escritas e arqueológicas remontam pelo menos ao período romano, com a tradição local a sustentar que o sistema é anterior a isso.
A água é distribuída através do sistema hakura: cada uma das oito famílias de Battir recebe um período de tempo exclusivo -- calculado por uma simples divisão matemática da semana, com séculos de existência -- durante o qual todo o caudal da nascente é desviado para os seus terraços. A rotação não requer contadores, tribunais ou taxas, apenas a manutenção contínua dos canais e muros pela comunidade.
A 20 de junho de 2014, o Comité do Património Mundial da UNESCO inscreveu "Battir - Terra de Oliveiras e Vinhas, Paisagem Cultural do Sul de Jerusalém" (348 ha de zona nuclear, 623 ha de zona-tampão) -- e colocou-a simultaneamente na Lista do Património Mundial em Perigo, citando a ameaça do traçado planeado da barreira de separação de Israel através dos terraços. A defesa sustentada por parte do conselho da aldeia de Battir, da UNESCO e de organismos internacionais de património contribuiu para que o Supremo Tribunal de Israel suspendesse provisoriamente a construção através do local no ano seguinte.
O sistema enfrenta uma pressão real e por resolver: a seca prolongada e verões mais quentes estão a reduzir a recarga de águas subterrâneas da nascente, chuvas mais intensas e de curta duração estão a acelerar a erosão dos muros, e planos renovados de expansão de colonatos israelitas perto do local foram noticiados ainda recentemente, em 2024 -- pelo que Battir continua a ser um caso vivo de gestão de água e solo baseada no património, sob tensão, e não uma história de sucesso concluída.
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