Aplicação gratuita que liga utilizadores cegos ou com baixa visão a voluntários por vídeo em direto, com Be My AI baseada no GPT-4; reporta centenas de milhares de utilizadores e milhões de voluntários, com críticas de privacidade.
Detalhes
Promotor
Be My Eyes
Período
2015–present
Palavras-chave
assistive technology, blind and low vision, crowdsourcing, AI
Descrição
O Be My Eyes, criado pelos dinamarqueses Hans Jørgen Wiberg e Christian Erfurt e lançado em 2015, permite que um utilizador cego ou com baixa visão mostre o seu ambiente a um voluntário com visão, atribuído aleatoriamente, por vídeo em direto, gratuitamente e em mais de 180 línguas. Em março de 2023 acrescentou o Be My AI, baseado no GPT-4 da OpenAI, para descrições de imagens e perguntas de seguimento; a Wikipédia refere um milhão de sessões em duas semanas após a beta aberta. A empresa posiciona a IA como complemento, e não substituto, dos voluntários. Os números de escala variam consoante a fonte e a data: a Creative Denmark cita mais de 7 milhões de voluntários e cerca de 600 000 utilizadores; a Wikipédia cita mais de 9 milhões de voluntários e mais de 900 000 utilizadores. A evidência é sobretudo descritiva. Um inquérito publicado a 30 utilizadores cegos (ACM) encontrou sessões curtas e frequentes; um estudo de 2025 com participantes cegos e com baixa visão apontou a leitura de texto como a tarefa mais pedida e feedback globalmente positivo, com os participantes com baixa visão a preferirem o Be My Eyes ao serviço profissional pago Aira. Não existe ensaio de resultados. A Wikipédia refere críticas à proteção insuficiente de dados, que podiam ser transmitidos a terceiros; a precisão das descrições por IA não é auditada de forma independente nestas fontes.
Implementação
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
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Fontes de dados
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