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Boa prática Importada

Deteção Aérea de Fugas de Metano com IA na Califórnia — de Plumas Captadas pelo AVIRIS-NG a Dados de Fiscalização Estaduais

Estados Unidos da América · Sacramento · Ver o perfil de Estados Unidos da América

O CARB sobrevoou 22 mil milhas quadradas da Califórnia com espectrómetros de imagem assistidos por IA, examinando mais de 272 mil instalações e constatando que menos de 0,2% da infraestrutura causava 34–46% das emissões de metano do estado.

Detalhes

Promotor
California Air Resources Board (CARB), with NASA Jet Propulsion Laboratory, UC Riverside and Lawrence Berkeley National Laboratory
Período
2016–2018 airborne survey; Vista-CA/GSAAM dataset published 2020; satellite successor active through 2025–2026
Palavras-chave
environmental regulation, climate compliance, methane enforcement

Descrição

O California Air Resources Board (CARB), com o Jet Propulsion Laboratory da NASA, a UC Riverside e o Lawrence Berkeley National Laboratory, sobrevoou com o espectrómetro de imagem AVIRIS-NG cerca de 22 mil milhas quadradas da Califórnia em 2016 e 2017, examinando mais de 272 mil instalações e componentes em todo o estado. Uma rede neuronal treinada detetava automaticamente plumas de metano nas imagens, e o Geospatial Source Attribution Automated Model (GSAAM) — um algoritmo hierárquico — atribuía depois cada pluma a uma instalação específica. Resultados revistos por pares publicados na Environmental Research Letters relatam que a precisão de atribuição do GSAAM subiu de 51,3%, com um método simples de distância, para 99,6%.

O CARB verificou que menos de 0,2% da infraestrutura levantada era responsável por 34–46% das emissões totais de metano do estado, sendo os aterros sanitários responsáveis por 41% das emissões pontuais detetadas. O conjunto de dados Vista-CA resultante identificou mais 15–18% de instalações emissoras do que os inventários existentes da EPA ou do CARB. Um caso acompanhado pelo CARB: uma fuga em outubro de 2016 no aterro Sunshine Canyon foi detetada pelo levantamento aéreo e confirmada como remediada num voo subsequente em 2017.

O programa evoluiu desde então para um sistema de deteção quase em tempo real baseado em satélite, que o CARB atribui a ter ajudado a identificar e travar fugas de grande dimensão, e os seus dados alimentam agora as regulamentações do CARB para petróleo e gás e para metano de aterros. O próprio CARB adverte que nenhum sistema de observação de metano consegue levantar eficientemente todo o estado em alta resolução, pelo que a cobertura continua a ser priorizada e não abrangente, e os mecanismos formais de fiscalização diretamente ligados às deteções por satélite estavam, segundo a própria documentação do CARB, ainda em desenvolvimento para as regras dos aterros no relatório mais recente.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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