Pagamentos Equitativos por Serviços de Bacias Hidrográficas (EPWS) — Montanhas Uluguru, Tanzânia
Tanzânia
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O pioneiro Programa Produtor de Água do Brasil, testado entre 2008 e 2015 no sistema Cantareira de São Paulo, assinou 41 contratos de PSA cobrindo 342 hectares de restauração florestal e conservação do solo, pagando entre US$6 e US$31/ha/ano e protegendo a água de 15 milhões de habitantes.
Em 2004, a agência nacional de águas do Brasil (Agência Nacional de Águas, ANA) concebeu o Programa Produtor de Água — o primeiro esquema do país a canalizar as cobranças estatutárias pelo uso da água, geridas pelos comités de bacia hidrográfica, para pagamentos destinados à restauração florestal. O projeto-piloto do Cantareira decorreu nas sub-bacias de Nazaré Paulista e Joanópolis, na bacia do PCJ, parte do sistema que abastece cerca de 15 milhões de residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas.
Estabelecer um modelo replicável de pagamentos por serviços ecossistémicos (PSE) que financie a restauração de bacias hidrográficas — restauração de matas ripárias, conservação do solo e conservação florestal — pagando a proprietários rurais para protegerem as bacias de abastecimento de água.
Entre 2008 e 2015, foram assinados 41 contratos de PSE com proprietários em 125 propriedades rurais (cerca de 2.898 ha), pagando entre 6,25 e 31,25 USD por hectare por ano por práticas de restauração de matas ripárias, conservação do solo e conservação florestal.
O programa concretizou 342,4 hectares sob contrato — cerca de 39% da meta inicial — incluindo 64,2 ha de restauração de matas ripárias, 90,8 ha de conservação do solo e 187,4 ha de conservação florestal. Foram desembolsados cerca de 49.250 USD (aproximadamente 50%) dos pagamentos orçamentados a proprietários, e as despesas de funcionamento foram cerca de 12 vezes superiores aos próprios pagamentos de PSE. Uma modelação separada da WRI/TNC estimou que a restauração de 4.000 hectares poderia reduzir a carga de sedimentos em cerca de 36%, com um retorno de investimento modelado de 28% para a empresa de águas SABESP.
A área modesta contratada pelo projeto-piloto em relação à sua meta e a elevada relação entre despesas de funcionamento e pagamentos são limitações documentadas na literatura científica revista por pares; apesar destas limitações, o modelo de PSE foi entretanto replicado por dezenas de municípios brasileiros.
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