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Good practice

Programa Produtor de Água de Cantareira — Pagamentos pela Restauração de Bacias Hidrográficas (São Paulo, Brasil)

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O pioneiro Programa Produtor de Água do Brasil, testado entre 2008 e 2015 no sistema Cantareira de São Paulo, assinou 41 contratos de PSA cobrindo 342 hectares de restauração florestal e conservação do solo, pagando entre US$6 e US$31/ha/ano e protegendo a água de 15 milhões de habitantes.

41
Contratos de PSE assinados (2008-2015) (2008-2015)
125 properties (~2,898 ha)
Propriedades rurais abrangidas
6.25-31.25 US$/ha/year
Intervalo da taxa de pagamento
342.4 ha (39% of target)
Área contratada concretizada
64.2 ha
Área de restauração de matas ripárias
90.8 ha
Área de conservação do solo
187.4 ha
Área de conservação florestal
~49,250 US$ (~50% of budget)
Fundos de pagamento a proprietários desembolsados
~12 x
Relação entre despesas de funcionamento e pagamentos
~36 %
Redução modelada da carga de sedimentos (restaurando 4.000 ha)
28 %
Retorno de investimento modelado para a SABESP
Programa Produtor de Água de Cantareira — Pagamentos pela Restauração de Bacias Hidrográficas (São Paulo, Brasil)

Detalhes

Maturidade
Pilot
Promotor
Agência Nacional de Águas (ANA) / SABESP / The Nature Conservancy Brasil
Período
2005–present (Cantareira sites core implementation 2009–2013)
Palavras-chave
water utility, watershed restoration, smallholder agriculture, payments for ecosystem services

Contexto

Em 2004, a agência nacional de águas do Brasil (Agência Nacional de Águas, ANA) concebeu o Programa Produtor de Água — o primeiro esquema do país a canalizar as cobranças estatutárias pelo uso da água, geridas pelos comités de bacia hidrográfica, para pagamentos destinados à restauração florestal. O projeto-piloto do Cantareira decorreu nas sub-bacias de Nazaré Paulista e Joanópolis, na bacia do PCJ, parte do sistema que abastece cerca de 15 milhões de residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas.

Objetivos

Estabelecer um modelo replicável de pagamentos por serviços ecossistémicos (PSE) que financie a restauração de bacias hidrográficas — restauração de matas ripárias, conservação do solo e conservação florestal — pagando a proprietários rurais para protegerem as bacias de abastecimento de água.

Atividades

Entre 2008 e 2015, foram assinados 41 contratos de PSE com proprietários em 125 propriedades rurais (cerca de 2.898 ha), pagando entre 6,25 e 31,25 USD por hectare por ano por práticas de restauração de matas ripárias, conservação do solo e conservação florestal.

Resultados

O programa concretizou 342,4 hectares sob contrato — cerca de 39% da meta inicial — incluindo 64,2 ha de restauração de matas ripárias, 90,8 ha de conservação do solo e 187,4 ha de conservação florestal. Foram desembolsados cerca de 49.250 USD (aproximadamente 50%) dos pagamentos orçamentados a proprietários, e as despesas de funcionamento foram cerca de 12 vezes superiores aos próprios pagamentos de PSE. Uma modelação separada da WRI/TNC estimou que a restauração de 4.000 hectares poderia reduzir a carga de sedimentos em cerca de 36%, com um retorno de investimento modelado de 28% para a empresa de águas SABESP.

Conclusões

A área modesta contratada pelo projeto-piloto em relação à sua meta e a elevada relação entre despesas de funcionamento e pagamentos são limitações documentadas na literatura científica revista por pares; apesar destas limitações, o modelo de PSE foi entretanto replicado por dezenas de municípios brasileiros.

Implementação

Custo indicativo
Low (< €50k) — Total landowner payments budgeted at roughly US$98,500, with ~US$49,250 disbursed; overhead spending approximately 12 times the value of PES payments.
Tempo até resultados
Medium (1–3 years) — Programme design 2004; PES pilot contracts signed and implemented 2008-2015; model has continued to be replicated elsewhere since.
Equipa e competências
Agência Nacional de Águas (ANA) designed and coordinated the programme, SABESP (water utility) and The Nature Conservancy Brasil as implementing partners administering PES contracts with rural landowners

Condições de sucesso

  • Statutory watershed-committee water-use charges as a dedicated funding stream
  • Direct landowner payments tied to specific conservation practices
  • Monitoring and peer-reviewed evaluation enabling lessons-learned documentation

Modos de falha comuns

  • Contracted area reached only 39% of target
  • Overhead costs about 12x the value of payments to landowners, reducing cost-efficiency
  • Only half of budgeted landowner payments were actually disbursed

Onde se enquadra

Tipo de governação
national agency-led PES scheme with municipal/utility partners
Escala
sub-basin/catchment pilot (~2,898 ha)
Nível de rendimento
upper-middle-income

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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