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A Casablanca Finance City, em Marrocos, cresceu para mais de 200 empresas membro desde 2010 e liderou durante anos o Global Financial Centres Index em África, mas a UE colocou Marrocos na sua lista cinzenta de paraísos fiscais (2019–2020) devido ao regime fiscal preferencial da CFC, antes de reformas garantirem a sua saída da lista.
A Casablanca Finance City foi criada em dezembro de 2010 ao abrigo da Lei n.º 44-10 de Marrocos e é gerida pela Casablanca Finance City Authority (CFCA). Construída no antigo aeroporto de Casablanca-Anfa e reconvertida num moderno distrito de negócios, concede a empresas internacionais de serviços financeiros e não financeiros qualificadas um estatuto especial, o 'CFC Status', concebido para posicionar Casablanca como porta de entrada entre a Europa, a África e o Médio Oriente.
O hub ultrapassou a sua meta inicial de 100 empresas membro até 2015, cresceu para 150 empresas em 46 países até 2018, e atingiu 226 empresas membro, representando 24 nacionalidades e operando em 80 países, até 2024 — contribuindo, segundo diferentes contagens oficiais, entre cerca de 5.500 e 7.000 empregos diretos no mercado local.
O Global Financial Centres Index (GFCI), uma classificação independente, colocou a Casablanca Finance City em 1.º lugar em África e 33.º a nível mundial já na sua edição de abril de 2016 (GFCI 19), posição que manteve na maioria das edições até 2024; caiu brevemente para 2.º lugar em África até setembro de 2025, antes de a edição de março de 2026 (GFCI 39) mostrar a recuperação do topo em África, na 49.ª posição entre 120 centros a nível mundial.
O regime fiscal original da CFC — uma isenção do imposto sobre as sociedades durante cinco anos, seguida de uma taxa reduzida de 8,75% sobre vendas de exportação e mais-valias de capital de origem estrangeira — foi considerado um regime preferencial prejudicial pelo Fórum sobre Práticas Fiscais Prejudiciais da OCDE, levando a UE a manter Marrocos na sua lista cinzenta de paraísos fiscais até 2019–2020. Marrocos só foi retirado da lista após reformar o regime para o alinhar com os princípios da concorrência fiscal leal, um lembrete de que parte dos números de atração de empresas da CFC refletia arbitragem fiscal e não apenas atividade económica orgânica.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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