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Good practice

Refúgio de Vida Selvagem do Cáucaso — Área Privada Protegida para a Recuperação do Leopardo-da-Pérsia (Arménia)

Arménia · Urtsadzor · Ver o perfil de Arménia

Desde 2010, a ONG arménia FPWC tem arrendado terrenos comunitários junto à Reserva Estatal Florestal de Khosrov para construir o Refúgio de Vida Selvagem do Cáucaso, com 30.300 ha, destinado ao leopardo-da-Pérsia, criticamente ameaçado — embora as alegações populacionais sejam auto-relatadas e a sua alegada receita de compensação de carbono não esteja verificada.

Refúgio de Vida Selvagem do Cáucaso — Área Privada Protegida para a Recuperação do Leopardo-da-Pérsia (Arménia)

Detalhes

Promotor
Foundation for the Preservation of Wildlife and Cultural Assets (FPWC), with World Land Trust
Período
2010-present
Palavras-chave
private protected area, big cat conservation, community land leasing, ecotourism

Descrição

Desde 2010, a ONG arménia Fundação para a Preservação da Vida Selvagem e do Património Cultural (FPWC) tem arrendado terrenos a comunidades locais junto à Reserva Estatal Florestal de Khosrov, na província de Ararat, para construir o Refúgio de Vida Selvagem do Cáucaso — uma área privada protegida que cresceu de cerca de 300 hectares em 2010 para 30.300 hectares oficialmente registados (Base de Dados Mundial de Áreas Protegidas do PNUA-WCMC, ID WDPA 555625773), tornando-se uma das maiores áreas de conservação privada do Sul do Cáucaso. O seu objetivo declarado é ampliar o habitat do leopardo-da-Pérsia (ou do Cáucaso), criticamente ameaçado, cuja população arménia foi estimada entre 7 e 13 indivíduos a nível nacional em diferentes levantamentos, juntamente com a cabra-selvagem-do-Cáucaso, o muflão arménio, o urso-pardo-da-Síria e o lince euroasiático.

O principal parceiro da FPWC é a organização britânica World Land Trust, que co-financia o arrendamento de terras, a reflorestação e os custos com guardas florestais; a FPWC é também membro nacional da UICN (desde 2011) e emprega membros das comunidades locais como guardas, guias e pessoal do refúgio. Câmaras-armadilha documentaram leopardos individuais dentro do refúgio desde 2013, incluindo um macho residente ('Neo') e, a partir de setembro de 2021, uma fêmea ('Nova') — a primeira evidência de um potencial par reprodutor no local.

A evidência do impacto ecológico do refúgio é indicativa, mas não auditada de forma independente: não foi encontrado nenhum censo de vida selvagem primário e revisto por pares específico para o refúgio, e as contagens de espécies de aves variam amplamente entre fontes (180 vs. 349). Uma calculadora de doações para compensação de carbono no sítio da FPWC não é apoiada por nenhum sistema registado de créditos de carbono (não foi encontrado nenhum registo na Verra, Gold Standard ou equivalente), pelo que não deve ser contabilizada como receita de carbono verificada. A posse da terra é por arrendamento e não por propriedade plena, e a FPWC foi administrativamente excluída do Pacto Global das Nações Unidas em 2015 por não apresentar os relatórios de progresso exigidos — uma falha de reporte, não uma evidência direta de fracasso do programa, mas uma lacuna de governação a assinalar.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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