Program H — Currículo Transformador de Género da Promundo para Jovens
Brasil
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A Futures Without Violence forma treinadores desportivos do ensino secundário nos EUA para conduzirem breves conversas semanais sobre relações saudáveis e intervenção de testemunhas. Dois ensaios controlados aleatorizados por clusters (2012, 2013) encontraram redução na perpetração de violência no namoro aos 12 meses, com poupanças estimadas de cerca de 2,4 milhões de dólares por cada 1000 atletas.
O Coaching Boys Into Men (CBIM), desenvolvido pela organização norte-americana Futures Without Violence, forma treinadores desportivos do ensino secundário para conduzirem breves conversas semanais guionadas com atletas estudantes do sexo masculino sobre respeito, relações saudáveis, reconhecimento de comportamentos abusivos e intervenção como espectador. Iniciado como campanha mediática a partir de 2001 e desenvolvido num currículo estruturado a partir de cerca de 2004, foi entretanto disseminado internacionalmente, incluindo na Índia, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Canadá.
O programa visa prevenir a violência no namoro e o assédio sexual, envolvendo atletas masculinos através da relação de confiança com o treinador, usando o desporto como porta de entrada para conversas de mudança de normas, em vez de uma lição isolada em sala de aula.
Os treinadores conduzem uma sequência guionada de breves discussões semanais ao longo de uma época desportiva, abordando comportamento respeitoso, reconhecimento de abuso e formas seguras de intervir como espectador.
Um ensaio controlado aleatorizado por clusters em 16 escolas secundárias dos EUA (N=2006 atletas) verificou que, aos três meses, os atletas do grupo de intervenção apresentavam ganhos significativamente maiores nas intenções de intervir como espectadores e no comportamento positivo como espectadores, com efeitos maiores nas escolas que aplicaram o currículo com intensidade máxima — mas ainda sem diferença significativa nas atitudes de equidade de género ou na violência no namoro efetivamente praticada (Miller et al., 2012, Journal of Adolescent Health). Um seguimento aos 12 meses nas mesmas escolas (N=1513) verificou uma redução significativa da violência no namoro autorreportada e do comportamento negativo como espectador entre os atletas do grupo de intervenção, embora os ganhos observados aos três meses nas atitudes e nas intenções positivas como espectador já não fossem estatisticamente significativos (Miller et al., 2013, American Journal of Preventive Medicine). Uma análise secundária de ambos os ensaios (Jones et al., 2021, Prevention Science) estimou que, por cada 1000 atletas do secundário, o CBIM evitou aproximadamente 85 incidentes de violência no namoro, 48 incidentes de assédio sexual e 20 incidentes de agressão sexual, associados a cerca de 2,4 milhões de dólares em custos evitados apenas com a redução das agressões sexuais.
A base de evidência provém predominantemente de uma única equipa de investigação, a trabalhar com a mesma amostra escolar original e os seus seguimentos, e todos os resultados assentam em autorrelato; não foi encontrada replicação independente por investigadores não afiliados.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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