evidoria

← Voltar à navegação

Boa prática Importada

Colômbia: Lei Rosa Elvira Cely (Lei 1761/2015) — Feminicídio como Crime Autónomo

Colômbia · Bogotá · Ver o perfil de Colômbia · Ver o perfil de Bogotá

Evidência: Descritivo / autorreportado Top 71% 48/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

A Lei 1761 da Colômbia (2015) codificou o feminicídio como crime autónomo com penas até 50 anos. Em cinco anos, foram proferidas 705 condenações. A lei exige formação em género para operadores de justiça e recolha de dados desagregados, e influenciou legislação similar na América Latina.

705 convictions
Condenações por feminicídio registadas (2015-2020)
75 sentences
Sentenças por feminicídio proferidas (H1 2020)
461 cases
Casos adicionais sob medidas cautelares (as of 2020)
630 femicides
Feminicídios registados (2022)

Detalhes

Maturidade
Consolidada
Promotor
Congreso de Colombia / Fiscalía General de la Nación
Período
2015–ongoing
Palavras-chave
criminal justice, gender-based violence, femicide, law, violence against women

Contexto

Antes de 2015, os homicídios de mulheres motivados por género na Colômbia eram julgados como homicídio comum, o que tornava estruturalmente difícil identificar padrões, agregar estatísticas ou acusar com intenção de género.

Objetivos

A Lei 1761, promulgada em 6 de julho de 2015 e batizada em homenagem a Rosa Elvira Cely, criou o feminicídio como crime autónomo, definido como o homicídio de uma mulher por motivo do seu género ou identidade, com penas de 21 a 50 anos.

Atividades

A lei exige formação em sensibilidade de género para todos os funcionários do setor da justiça e obriga o Instituto Nacional de Medicina Legal a recolher e publicar dados desagregados sobre homicídios por motivos de género.

Resultados

No quinto aniversário da lei, em 2020, tinham sido registadas 705 condenações por feminicídio, incluindo 75 sentenças apenas no primeiro semestre de 2020 e 461 casos adicionais sob medidas cautelares. A UNFPA reportou 630 feminicídios em 2022.

Conclusões

A avaliação de seis anos da Fiscalía, em 2021, confirmou o papel da lei em tornar o feminicídio visível como categoria criminal distinta, reconhecendo simultaneamente que a classificação incorreta como homicídio comum persiste em algumas regiões e que as taxas de feminicídio se mantêm elevadas, com especialistas a assinalar a subnotificação.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €)
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos)
Equipa e competências
Congreso de Colombia (legislature), Fiscalía General de la Nación (prosecution), National Institute of Legal Medicine (data collection), Justice-sector officials (mandatory gender-sensitivity training)

Condições de sucesso

  • Autonomous criminal-offence status distinct from ordinary homicide, enabling pattern identification
  • Mandatory disaggregated data collection and publication
  • Mandatory gender-sensitivity training across the justice sector

Modos de falha comuns

  • Misclassification of femicides as ordinary homicide persists in some regions
  • Institutional biases slow recognition of gendered intent
  • Femicide rates remain high despite the law (630 in 2022, per UNFPA), with experts noting under-reporting

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Práticas semelhantes que podem ser úteis