GAMS — Gomas para Adaptação e Mitigação no Sudão
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Um programa da GIZ de 4,9 milhões de euros (2018-2023) reformou a gestão comunitária em regime de arrendamento das florestas de nogueira do sul do Quirguistão, a maior floresta natural de nogueiras do mundo, para conter a degradação de 75% das pastagens/florestas — embora um inquérito independente a agregados familiares tenha revelado que os utilizadores arrendatários da floresta ganhavam menos do que os não utilizadores.
As florestas de nogueira e fruta selvagem da região de Jalal-Abad, no sul do Quirguistão, centradas em aldeias como Arslanbob, contêm a maior área do mundo de floresta de nogueira nativa. As empresas florestais estatais da era soviética (leshozes) arrendam parcelas a famílias locais, mas até 75% dos pastos e florestas circundantes estão degradados devido ao sobrepastoreio e à colheita insustentável. De setembro de 2018 a julho de 2023, a agência alemã GIZ conduziu um programa de 4,9 milhões de euros com agências florestais quirguizes e parceiros de investigação (World Agroforestry/ICRAF, Academia de Ciências do Quirguistão, universidades de Rhine-Waal e Eberswalde) para reforçar a gestão comunitária de arrendamento nos distritos de Bazar-Korgon e Aksy.
O programa melhorou o acompanhamento, formou pequenos produtores em agrossilvicultura, e ajudou os 'miolos de noz silvestre' a obter uma norma internacional dedicada de qualidade de produto da UNECE (DDP-02) para abrir melhores mercados de exportação.
Um inquérito domiciliar com revisão por pares no leshoz vizinho de Toskool-Ata (71.723 ha, incluindo 2.861 ha de floresta de nogueira) constatou que as famílias arrendatárias de floresta ganhavam em média apenas 14.417 KGS (cerca de 165 USD) por ano, contra 48.789 KGS (cerca de 559 USD) para famílias que não utilizavam a floresta nas mesmas comunidades, ambos valores bem abaixo do rendimento per capita do Quirguistão, de cerca de 1.323 USD. Apenas 61,3% dos utilizadores da floresta estavam satisfeitos com a política de arrendamento, 71% consideravam as taxas de arrendamento demasiado elevadas, e 62% consideravam o processo de arrendamento complicado, embora 74,1% afirmassem que plantariam mais árvores se recebessem apoio governamental para vedações. Os ensaios de agrossilvicultura mostraram que plantar parcelas inteiramente novas de árvores-cultura gera pouco rendimento, enquanto desbastar árvores mais velhas para madeira antes de replantar com nogueiras jovens e culturas associadas é mais eficaz.
O programa reflete um esforço genuíno para formalizar e melhorar a governação florestal comunitária numa paisagem ecologicamente única, mas os dados de avaliação mostram que o modelo de arrendamento ainda não fechou o fosso de rendimento entre as famílias dependentes da floresta e as restantes famílias rurais, e a satisfação com a governação continua dividida.
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