Gestão Comunitária de Florestas de Nogueira e Pastagens — Região de Jalal-Abad (Quirguistão)
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Uma doação de 10 milhões de dólares do Fundo Verde para o Clima que apoia a agrossilvicultura de goma-arábica liderada pela FAO e a restauração de pastagens nos estados sudaneses do Cordofão, visando 275.000 hetares e 1,58 milhão de beneficiários, agora a decorrer em plena guerra civil de 2023.
O projeto Gums for Adaptation and Mitigation in Sudan (GAMS) é um projeto de 10,0 milhões de dólares (9.975.000 USD em financiamento por doação do Fundo Verde para o Clima) aprovado pelo Conselho do GCF em 13 de novembro de 2020 e tornado efetivo em 25 de novembro de 2021, implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em parceria com a Corporação Florestal Nacional do Sudão e o Conselho Superior para o Ambiente e Recursos Naturais, abrangendo os estados do Cordofão Norte, Oeste e Sul — o coração do tradicional cinturão de goma-arábica do Sudão, parte da Grande Muralha Verde de África.
O projeto visa a agrossilvicultura de goma-arábica resiliente ao clima e a reflorestação em 125.000 hetares, além da restauração de 151.000 hetares de pastagens degradadas (275.000 ha no total), a reabilitação de corredores pecuários e o reforço de capacidades de 500 associações de produtores de goma-arábica (GAPAs), visando evitar cerca de 9,23 milhões de toneladas de CO2e e beneficiar 1,58 milhão de pessoas até à sua conclusão em 2028. As árvores de goma-arábica já fornecem até 38% do rendimento dos pequenos agricultores na região, segundo a FAO.
De acordo com o mais recente indicador público de desembolso do GCF, apenas cerca de 20% do financiamento tinha sido desembolsado. A implementação decorre agora em plena guerra civil no Sudão, iniciada em abril de 2023, que perturbou gravemente as instituições estatais e os meios de subsistência rurais em todo o país — um risco importante e ainda não quantificado para a execução do projeto, não refletido nos relatórios públicos do GCF. Não foi encontrada nenhuma verificação independente (fora da FAO/GCF) do progresso no terreno, pelo que esta prática é avaliada pelo rigor do seu financiamento e desenho, e não por impacto confirmado.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
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