Divvun e Giellatekno — Infraestrutura de Tecnologia Linguística Sámi
Noruega
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Chade · Farchana · Ver o perfil de Chade
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Desde 2023, o ACNUR, a UIT e a GSMA construíram quatro centros de internet ligados para refugiados sudaneses e comunidades de acolhimento no leste do Chade, apoiados por ligações via satélite e operadores móveis locais — embora ainda não existam números de beneficiários publicados e o financiamento para expandir o modelo continue por garantir.
O Chade acolhe cerca de 1,5 milhões de refugiados, a maioria dos quais fugiu da guerra no Sudão, instalando-se sobretudo na árida região de Ouaddaï, na fronteira leste, onde a conetividade tem sido historicamente escassa e cara. Campos e assentamentos como Djabal, Farchana, Idrimi e Oure Cassoni têm tido acesso limitado à internet para fins de educação, serviços financeiros e saúde.
Desde 2023, o ACNUR, a UIT e a GSMA — juntamente com a ligação por satélite financiada pelo Luxemburgo, a Emergency.LU, e os operadores móveis Airtel Chade e Moov Africa — construíram quatro 'centros conectados' nestes assentamentos, no âmbito da iniciativa global Connectivity for Refugees, dando a refugiados e comunidades de acolhimento acesso partilhado à internet. Uma missão conjunta no terreno visitou os centros entre outubro e novembro de 2025.
Dados da GSMA mostram que 85% dos refugiados no Chade vivem dentro de cobertura 2G, mas apenas 1 a 3% têm acesso a 4G, e apenas cerca de 13% das pessoas no Chade utilizam serviços de dinheiro móvel, contra cerca de 55% nos Camarões vizinhos. O elevado custo dos dispositivos, a baixa literacia, a infraestrutura frágil e a forte tributação sobre telecomunicações e aparelhos são apontados como as principais barreiras a uma maior expansão do serviço. Até à data, não existem números públicos que quantifiquem quantas pessoas utilizaram os quatro centros, e o ACNUR e a GSMA procuram angariar pelo menos 20 milhões de USD em apoio essencial e 200 milhões de USD em investimento mais amplo, para alcançar a meta global de chegar a 20 milhões de pessoas deslocadas à força e comunidades de acolhimento até 2030.
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