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Boa prática Importada

Criminalização da MGF — A Lei (de Alteração) das Mulheres de 2015 na Gâmbia e o seu Défice de Aplicação

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A Gâmbia proibiu a mutilação genital feminina em 2015, mas uma década depois apenas dois casos foram julgados e só um resultou em condenação; a prevalência caiu apenas ligeiramente (74,9%→72,6%) e uma tentativa de revogação da proibição em 2024 foi rejeitada na Assembleia Nacional.

74.9 %
Prevalência da MGF/E entre mulheres dos 15 aos 49 anos (2013)
72.6 %
Prevalência da MGF/E entre mulheres dos 15 aos 49 anos (2019/20)
2 cases
Processos judiciais por MGF/E na primeira década da lei (2015-2024)
1 conviction
Condenações obtidas (2015-2024)
15,000 Gambian dalasi (~US$210)
Multa aplicada por corte/preparação para corte de raparigas em Bakadaji (August 2023)
Criminalização da MGF — A Lei (de Alteração) das Mulheres de 2015 na Gâmbia e o seu Défice de Aplicação

Detalhes

Maturidade
Consolidada
Promotor
National Assembly of The Gambia; monitored by Women in Liberation and Leadership (WILL)
Período
2015–present
Palavras-chave
female genital mutilation, legal reform, child protection, law enforcement

Contexto

A Lei (Alteração) das Mulheres de 2015, da Gâmbia, criminalizou a prática, o auxílio ou a promoção da mutilação genital feminina/excisão (MGF/E), com penas até três anos de prisão e prisão perpétua nos casos em que uma rapariga morra em consequência do procedimento.

Objetivos

Reduzir a prevalência da MGF/E e criar um mecanismo legal dissuasor e de aplicação da lei contra esta prática.

Atividades

A aplicação da lei passa pela polícia, pelo Ministério Público e pelos tribunais. Em agosto de 2023, três mulheres em Bakadaji foram multadas em 15.000 dalasis (cerca de 210 dólares) por terem cortado três raparigas e se prepararem para cortar mais cinco. Em março de 2024, a Assembleia Nacional rejeitou um projeto de lei que teria revogado a proibição.

Resultados

Em 2024, apenas dois casos tinham sido julgados nos dez anos desde a aprovação da lei, com uma condenação obtida num único caso. A prevalência nacional da MGF/E entre mulheres dos 15 aos 49 anos caiu apenas ligeiramente, de 74,9% (2013) para 72,6% (2019/20, UNFPA). Ativistas relatam que algumas famílias responderam à proibição cortando as raparigas mais cedo — ainda bebés — para evitar a deteção.

Conclusões

Um caso franco de uma reforma legal cuja intenção protetora foi apenas parcialmente concretizada: a criminalização criou uma norma jurídica duradoura que resistiu a uma tentativa de revogação em 2024, mas a fraca capacidade de acusação e a alegada mudança para cortar crianças mais novas significam que os resultados mensuráveis para a proteção das raparigas continuam limitados.

Implementação

Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €) — No enforcement budget or per-case cost data is published.
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — In force since 2015 (10+ years); prevalence has fallen only about 2 percentage points in that period, indicating a very long timeline is needed for legal reform alone to shift an entrenched practice.
Equipa e competências
National Assembly (legislature), Police, prosecutors and courts (enforcement), Civil-society monitors, e.g. Women in Liberation and Leadership (WILL)

Condições de sucesso

  • Increased prosecution capacity and resources
  • Community-level behaviour-change work alongside the legal deterrent
  • Sustained political will to resist repeal pressure

Modos de falha comuns

  • Very low prosecution rate (two cases, one conviction, in ten years) shows weak enforcement capacity
  • Reported shift to cutting infants to evade detection shows circumvention of the law's intent

Onde se enquadra

Tipo de governação
national criminal law
Escala
national
Nível de rendimento
low-income

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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