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Lei do Sistema de Identidade Pessoal e Domicílio de Cuba — Um Registo Biométrico Gerido pelo MININT Sem Supervisão Independente

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A Assembleia Nacional de Cuba aprovou uma lei do MININT que cria uma 'Identidade Digital Certificada' biométrica (rosto, íris, voz, assinatura) sem supervisão judicial, sobre uma plataforma que já verificou mais de 43.000 identidades mas cobre menos de 4% das transações.

Lei do Sistema de Identidade Pessoal e Domicílio de Cuba — Um Registo Biométrico Gerido pelo MININT Sem Supervisão Independente

Detalhes

Promotor
Ministry of the Interior (MININT) / Directorate of Identification, Migration and Foreigners' Affairs (DIMEC)
Período
2025 (Decreto 125 platform) – 2026 (Identity and Address Law, ongoing)
Palavras-chave
interior ministry, digital identity, biometrics, public safety

Descrição

Em 31 de julho de 2026, a Assembleia Nacional de Cuba aprovou a Lei do Sistema de Identidade Pessoal e Domicílio, administrada pelo Ministério do Interior (MININT) através da sua Direção de Identificação, Migração e Estrangeria (DIMEC). A lei cria uma "Identidade Digital Certificada" que liga os dados biométricos dos cidadãos — reconhecimento facial, impressões digitais, íris, padrões de voz e assinaturas digitais — aos seus registos estatais e permite monitorizar a atividade na internet.

A lei assenta no Decreto 125/2025, que criou o "Centro de Governo Digital" e a plataforma Soberanía, lançada em julho de 2025. Até agosto de 2026, essa plataforma tinha verificado mais de 43.000 identidades digitais, processado cerca de 24.000 pedidos de passaporte de adultos e registado quase 40.000 registos de estado civil em 18 serviços online.

Órgãos de comunicação cubanos independentes relatam que a nova lei não inclui supervisão judicial independente da base de dados biométrica. O investigador Julio Aleaga Pesant afirmou que o sistema "não pode ser implementado sem a China", e o historiador Manuel Cuesta Morúa alertou para um "controlo digital de todo o país sem leis que protejam os direitos fundamentais" — preocupações agravadas por comparações com sistemas de crédito social à chinesa e por regras de residência interna mais rígidas que restringem particularmente a mobilidade para Havana.

O próprio diretor da plataforma reconheceu que os números de utilização "ainda são insuficientes", com menos de 4% das transações cubanas atualmente digitais, num contexto da velocidade média de internet mais lenta da América Latina (7,21 Mbps, caindo abaixo de 2 Mbps durante os apagões) e de uma infraestrutura de telecomunicações que perde quase metade da sua capacidade durante os frequentes apagões nacionais de Cuba.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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