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O sistema DETER do INPE emite alertas de satélite quase em tempo real sobre desflorestação na Amazónia, permitindo ao IBAMA enviar equipas de fiscalização em poucos dias; os alertas caíram para 2874 km² em 2025-26, o nível mais baixo desde 2013, com mais fiscalização federal.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil opera o DETER, um sistema baseado em satélite que emite alertas quase em tempo real quando a cobertura florestal é desmatada, permitindo ao IBAMA — a agência federal de fiscalização ambiental — enviar equipas de inspeção, aplicar multas, apreender equipamentos e abrir operações policiais em poucos dias, em vez dos meses exigidos pelo levantamento anual PRODES do INPE.
O DETER funciona ininterruptamente desde 2004 e foi atualizado para DETER-B em 2015, alargando as suas fontes de satélite (CBERS, Amazonia-1, ResourceSat) e o processamento automatizado de deteção de mudanças para assinalar possíveis desmatamentos para revisão humana; o INPE alargou desde então sistemas de alerta diário equivalentes ao Cerrado, à Caatinga, à Mata Atlântica e ao Pampa, e colabora com a agência espacial francesa CNES num sucessor mais rápido, o DETER-RT/TropiSCO.
Os alertas não constituem, por si só, uma contagem de desmatamento — o PRODES continua a ser o número oficial anual do Brasil — mas são o gatilho para a fiscalização. Nos 12 meses até julho de 2026, o desmatamento assinalado pelo DETER na Amazónia caiu para 2874 km², menos 36% do que no ano anterior e 55,6% abaixo da média dos últimos 10 anos, o nível mais baixo desde 2013, uma tendência que o INPE e reportagens independentes associam ao reforço do financiamento e da vontade política do atual governo federal, e não apenas ao algoritmo.
Os resultados são desiguais entre biomas: os alertas no Cerrado caíram apenas 7,8% no mesmo período, contra quedas de 34-42% na Caatinga e no Pampa, e os próprios dados do IBAMA mostram que a maioria dos autos de desmatamento históricos ficou impune em anos anteriores, sublinhando que a deteção por satélite é necessária mas não suficiente sem capacidade de fiscalização sustentada. Os dados dos alertas são publicados abertamente na plataforma TerraBrasilis do INPE.
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