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Boa prática Importada

Global Fishing Watch — Rastreio por Satélite com IA Apanha Pesca Ilegal na Área Marinha Protegida das Ilhas Phoenix, no Kiribati

Kiribati · Tarawa · Ver o perfil de Kiribati

Em 2015, os fiscais das pescas do Kiribati usaram a plataforma de rastreio de embarcações com IA da Global Fishing Watch para provar que um cerqueiro estrangeiro pescava ilegalmente na Área Marinha Protegida das Ilhas Phoenix, levando os proprietários a pagar ao Kiribati 2 milhões de dólares em multas e fundos de boa vontade.

Global Fishing Watch — Rastreio por Satélite com IA Apanha Pesca Ilegal na Área Marinha Protegida das Ilhas Phoenix, no Kiribati

Detalhes

Promotor
Kiribati Ministry of Fisheries and Marine Resources Development, using Global Fishing Watch technology
Período
2015-2016
Palavras-chave
fisheries, environment, maritime enforcement

Descrição

A Área Marinha Protegida das Ilhas Phoenix (PIPA), no Kiribati, é uma das maiores áreas marinhas protegidas do mundo, cobrindo cerca de 408.250 km² do Pacífico central. Quando a pesca comercial foi proibida ali a partir de 1 de janeiro de 2015, o governo do Kiribati dispunha apenas de um pequeno número de embarcações de patrulha para vigiar uma área maior do que a Califórnia.

A Global Fishing Watch — uma plataforma pública de rastreio por satélite criada pela Oceana, pela SkyTruth e pela Google Earth Outreach — analisa sinais do Sistema de Identificação Automática (AIS) com classificadores de aprendizagem automática que leem a velocidade, o rumo e outros padrões de movimento das embarcações para inferir um possível comportamento de pesca, cruzando depois as deteções com registos de propriedade de navios. Segundo um perfil da Scientific American de 2017, o sistema processava cerca de 22 milhões de mensagens AIS por dia em mais de 200 núcleos de computação na nuvem da Google, seguindo dezenas de milhares de embarcações em todo o mundo.

Em junho de 2015, os dados da Global Fishing Watch mostraram um cerqueiro com pavilhão das Ilhas Marshall a operar dentro dos limites da PIPA. Os fiscais das pescas do Kiribati usaram o traçado AIS como prova e escoltaram a embarcação até ao porto; o capitão terá desafiado o país a provar o caso em tribunal, acreditando que o Kiribati não teria os recursos necessários. Confrontados com o registo de rastreio por satélite, os proprietários da embarcação acabaram por pagar ao Kiribati cerca de 2 milhões de dólares — uma multa de 1 milhão de dólares mais uma doação de 'boa vontade' de 1 milhão de dólares.

A tecnologia tem limitações reais que importa referir: a Global Fishing Watch não consegue detetar embarcações que desliguem os seus transponders AIS, e uma análise à área da PIPA constatou que alguns operadores ficaram completamente 'apagados' após o início de ações de fiscalização, o que significa que operadores determinados ainda conseguem escapar à deteção. Importa também assinalar que o Kiribati recorre a uma ferramenta de uma ONG/setor tecnológico terceiro, e não a um sistema construído pelo próprio governo, não existindo um organismo de supervisão dedicado descrito para o uso operacional da plataforma.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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