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Um programa financiado pela UE formou 65 organizações da sociedade civil mongóis para levar competências digitais a grupos marginalizados (2023-2026), alcançando 1.830 pessoas e obtendo 4,12/5 numa avaliação independente.
O DICE (Inclusão Digital através do Empoderamento de OSC) é um programa financiado pela União Europeia, gerido pela People in Need Mongólia e pela Fundação FARO, com o Ministério do Desenvolvimento Digital e Comunicações da Mongólia, entre dezembro de 2023 e maio de 2026 (30 meses), dirigido a grupos que a transformação digital da Mongólia tende a deixar para trás: idosos, pessoas com deficiência, mulheres rurais, pastores e residentes de áreas peri-urbanas próximas de aterros.
Em vez de formar diretamente os cidadãos, o DICE reforça a capacidade de organizações da sociedade civil (OSC) já credibilizadas e próximas desses grupos marginalizados, para que as próprias OSC possam continuar a desenvolver trabalho de literacia digital e advocacia.
Sessenta e cinco OSC nas áreas peri-urbanas de Ulaanbaatar e na província de Umnugovi receberam formação em seis módulos alinhados com o Quadro Nacional de Competências Digitais para Cidadãos da Mongólia (ferramentas digitais básicas, cibersegurança, serviços de e-governo, criação de conteúdos, colaboração digital e aplicações de IA). Vinte e nove dessas OSC receberam depois subvenções — cerca de 115.000 EUR distribuídos em duas rondas — para desenvolverem as suas próprias atividades de literacia digital e advocacia.
As atividades subvencionadas alcançaram diretamente cerca de 1.830 pessoas. Uma avaliação independente atribuiu ao programa uma pontuação global de 4,12 em 5, classificando a componente de reforço de capacidades das OSC em 4,33/5 ("excelente"), com cerca de 82% dos participantes formados a relatar uma melhoria significativa nas suas competências digitais. A agência noticiosa estatal da Mongólia, Montsame, noticiou de forma independente que cerca de 41 OSC participaram na ronda de formação mais recente, corroborando a iniciativa fora do relato das próprias organizações implementadoras.
A avaliação foi franca quanto às limitações: os participantes mais idosos precisavam de formação mais adaptada e repetida; as OSC rurais mais pequenas precisavam de apoio institucional de mais longo prazo do que o cronograma do projeto permitia; e o Roteiro de Advocacia para a Digitalização Inclusiva resultante ainda precisa de um caminho mais claro do documento à implementação.
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