Desde a proibição, em 2021, do ensino secundário para raparigas no Afeganistão, o Digital Citizen Fund distribui gratuitamente a aplicação offline Edy, com a personagem de IA Ruby, que ensina programação e literacia financeira a raparigas afegãs que estudam em segredo através de canais encriptados e salas de aula clandestinas.
~500 students
Estudantes alcançados através do Edy e de programas relacionados de turmas clandestinas (most recent reported year)
25,000+ students
Estudantes alcançados pelo portefólio mais amplo do Digital Citizen Fund desde 2013
Detalhes
Maturidade
Piloto
Promotor
Digital Citizen Fund
Período
2024–ongoing (beta)
Palavras-chave
girls' education, offline AI, STEAM, human rights, out-of-school learning
Contexto
Desde a proibição imposta pelos Talibãs, em 2021, à educação de raparigas para além do 6.º ano no Afeganistão, o Digital Citizen Fund (DCF) — fundado em 2013 pela empresária de Herat Roya Mahboob, também conhecida pela Afghan Girls Robotics Team — desenvolveu o Edy, uma aplicação de aprendizagem gratuita e offline, distribuída através de canais encriptados. O Edy foi concebido para chegar a raparigas que frequentam turmas clandestinas e apresenta a 'Ruby', uma personagem de IA conversacional que ensina programação e literacia financeira, integrada num currículo STEAM mais amplo que combina robótica com arte, narrativa e banda desenhada.
Atividades
O Edy funciona sem ligação à Internet, de modo a reduzir o risco de deteção das suas utilizadoras. A aplicação permanece em fase beta, antes de um lançamento público oficial.
Resultados
O DCF reporta ter alcançado cerca de 500 estudantes através do Edy e de programas relacionados de turmas clandestinas no ano mais recente reportado, no âmbito de um portefólio mais amplo do Digital Citizen Fund que já alcançou mais de 25.000 estudantes desde 2013.
Conclusões
Não existe qualquer avaliação independente de resultados do Edy e os números de alcance reportados são autodeclarados. O modelo de distribuição offline e encriptada da aplicação — embora necessário por razões de segurança — não deixa qualquer documentação pública sobre práticas de proteção de dados ou de segurança de conteúdos, o que faz deste um modelo de fase inicial, numa resposta de contexto de alto risco a uma negação de acesso extraordinária, e não um modelo maduro e comprovado.
Implementação
Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €) — No budget figures disclosed; app distributed free of charge.
Tempo até resultados
Médio (1–3 anos) — App in beta since approximately 2024, ahead of an official public launch, responding to the 2021 ban on girls' secondary education.
Equipa e competências
Digital Citizen Fund (DCF), founded 2013 by Roya Mahboob (Herat, Afghanistan)
Condições de sucesso
Offline functionality to avoid needing internet access, reducing detection risk
Distribution through encrypted channels to reach girls in secret underground classrooms
Modos de falha comuns
No independent outcome evaluation exists; reach figures are self-reported
No public documentation of data-protection or content-safety practices for an app whose users face serious personal risk if discovered
Onde se enquadra
Tipo de governação
nonprofit/NGO
Escala
local/underground network within Afghanistan
Nível de rendimento
low-income (Afghanistan)
Habitualmente financiado por
Philanthropic / foundation funding
Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.
Implementa esta prática?
Reivindique-a —
implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.
Fontes de dados
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
A ONG bruxelense La Scientothèque desenvolve a AI4InclusiveEducation, no âmbito do Erasmus+ SteamCity, ensinando jovens desfavorecidos de 10-18 anos a …