A Alfândega de Dubai, parte da Corporação de Portos, Alfândega e Zonas Francas, usa um Motor de Risco Inteligente desenvolvido internamente que aplica inteligência artificial e análise de big data a milhões de registros de remessas para sinalizar cargas de alto risco antes da inspeção física. O motor alimenta dois programas vinculados: o Siyaj, um sistema inteligente de monitoramento de fronteiras que combina IA com equipamentos de deteção, veículos de patrulha e unidades caninas, e o Shahin, que aplica tecnologias inteligentes à inspeção de cargas.
Autoridades — incluindo o presidente da Corporação de Portos, Alfândega e Zonas Francas, Abdullah Bin Damithan, o diretor-geral da Alfândega de Dubai, Abdulla Busenad, e o diretor executivo de inspeção alfandegária, Mohammed Al Ghaffari — afirmam que o sistema ajudou a apreender 406 kg de entorpecentes e 2,3 milhões de comprimidos ilícitos em 502 operações antitráfico nos primeiros cinco meses de 2026. Um caso relatado separadamente, atribuído a um alerta gerado por IA, levou à apreensão de 278.850 comprimidos de pregabalina e à prisão de quatro suspeitos.
As reportagens disponíveis citam os nomes das autoridades e os números totais de apreensões, mas não detalham quantas interceções resultaram especificamente do modelo de pontuação de risco por IA, em oposição às unidades caninas, à análise comportamental ou à inspeção de rotina, nem descrevem uma auditoria externa, um processo de recurso para remessas sinalizadas ou documentação técnica publicada do modelo de risco.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.